terça-feira, 19 de setembro de 2017







"Quais são as cores de hoje? " é nesta curiosidade que vou ali fora espreitar e contemplo. Nem sempre permaneço o tempo que estas cores merecem mas viro costas grata porque "já-cá-canta-mais-um-pôr-do-sol". Amanhã quando me levantar já ele aqui vai estar novamente para me receber. E-lá-vamos-nós-outra-vez...


sábado, 20 de maio de 2017




O elo que une os peregrinos não precisa de votos, dogmas ou rituais. Consiste na sua experiencia comum. O peregrino sente-se na companhia de vários companheiros invisíveis, a irmandade espiritual dos companheiros de peregrinação.

in The Way of the White Clouds de Lama Anagarika Govinda


quarta-feira, 3 de maio de 2017




Não pedi às enfermeiras para ficar mais tempo contigo. Fui ficando. Ao passarem no corredor olhavam para mim e não diziam nada. Fui ficando. O segurança na ronda passou já depois das 21h e quando se abeirou da porta do quarto ouvi as enfermeiras sussurrem-lhe. Fui ficando. Fingi que não percebi a permissão delas. Havia duas perspectivas sobre o teu estado, a delas e a minha. Fui ficando e no limite despedi-me de ti com um até amanhã. E tu respondeste-me, por isso só havia uma certeza, aquela de que a mãe fala verdade e no dia seguinte lá estaríamos à mesma hora para repetir tudo novamente até ao dia de queres regressar a casa por já estares cansada do hospital.
Desde a amanhã seguinte que não percebo este pormenor da vida, este mistério que é ficarmos sem alguém que é tão importante para nós.

6 anos depois as minhas saudades são incansáveis, a falta do teu incansável amor permanece imensa, mas acreditando que estás sempre comigo, todos os amanhãs, vou ficando... bem.




 "Quem perde a mãe, perde-a para sempre e nunca mais pára de a perder. Quem perde a mãe, perde para sempre, e nunca mais pára de perder. "
de Valter Hugo Mãe


sábado, 1 de abril de 2017



flower power em casa





sábado de manhã...


o meu sol, a minha janela, os meus pássaros e uns Biscoitos bio de bolota (só farinha de bolota) daqui com o chá maravilhoso detox da lipton, não que eu ligue ao efeito detox mas o sabor é óptimo


segunda-feira, 20 de março de 2017

sábado, 4 de março de 2017

domingo, 26 de fevereiro de 2017



Não foi um sonho tornado realidade, mas foram vários sonhos tornados realidade. Um por cada ano em que vi os Caretos de Podence na televisão. Imaginava-me a vê-los passar enquanto me esconderia da vergonha de ser chocalhada.
Depois de sair de casa para ver as amendoeiras em flor, sem saber como, talvez em jeito de poção mágica, juntando  argumentos, acrescentado soluções e alternativas, chegamos a tempo da Queima do Entrudo em Macedo de Cavaleiros, com os Caretos a lançar fogo ao Tinhoso às ordens das rezas do Padre Fontes. À mistura as bruxas ajudaram a mexer a poção do caldeirão e plimm! eu não tardaria a ser chocalhada!
São como os tinha imaginado, endiabrados. E são como não os tinha imaginado, simpáticos. Feitos de uma máscara de lata, de uma lã dançante e de uns chocalhos ruidosos, tudo o que chega para os carregar de um carisma que alegra todos à sua passagem e quando digo todos, digo os muito que se juntam para os ver e os quando digo muitos, digo diferentes.
É como se a alma de um Careto encerrasse em si um pouco da alma de muitos de nós.




As mascaras e as vestes escondem homens de verdade e na verdade são também e tão bem Caretos a perpetuar a tradição do carnaval Podence, mesmo quando paravam para as inúmeras selfies que homens e mulheres queriam tirar com eles.
Caretos à noite em Macedo e depois Caretos de dia em Podence. Fui feliz de participar na festa  de os ver avançar ao longo da rua da aldeia, tal como não a imaginei, cheia de pessoas,  cheia de raparigas mais destemidas,  ou mais livres, livres de se divertirem com eles, assim como eu que não me escondi e lá fui alvo dos chocalhos uma e outra vez.












O carnaval Podence é agora uma memória muito feliz de como o Careto pula e avança sempre que os homens que neles vivem… sonham.