domingo, 30 de outubro de 2016



Das ruelas da Aldeia das Dez entrilhamos pela calçada romana até ao Vale Maceira por entre o verde da vegetação. E viçosa que ela estava pelas chuvadas dos últimos dias para nos receber neste dia soalheiro. Aqueci a alma com a paisagem, com a serpenteante subida ao Santuário da Nossa Senhora das Preces e por fim, com as chamas do Magusto que já nos aguardava. Estava já sentada a descansar de hora e meia de caminhada, a observar as pessoas e a festa quando uma senhora olha para mim e pergunta:
“Gosta de castanhas meneína?”
“Gosto, mas parece que…”
“Mas não quer sujar as unhas…”
Ri-me e continuei entretida a ver as pessoas da organização a prepararem mais uma fogueira, enquanto os demais conversavam e esperavam mais uma mão cheia de castanhas assadas que haviam de escolher por entre as brasas. O G. andava ali pelo meio a registar o momento e não tardaria a chegar com o nosso quinhão.
Vimos mais fogueiras a arder e castanhas a desaparecer, ouvimos a banda improvisada já animada a animar a festa e tive pena que a outra senhora já não estivesse ali para ver as minhas mãos cheias de escarvunça.

Para a Aldeia da Dez regressamos à boleia da generosidade quem nem percebe muito bem a graça que vemos em sair da nossa longínqua casa para passar um dia assim, assim, quente e bom como as castanhas que comemos!



































Aldeia das Dez || Magusto da Nossa Senhora das Preces


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