domingo, 24 de abril de 2016




 foto do g.


foto do g.


Moveu-nos o sol, este que aquece o inverno que ainda trazemos na pele. Franzimos os olhos na mesma razão da sua intensidade e oferecemos-lhe as duas faces. Um calor que vem de fora e um calor que vem de dentro, do que geramos pelo corpo em marcha num trilho de declives vários. Subimos e descemos  e perdemo-nos por ali até chegar ao ponto onde deveríamos somente descer. Do mar vinha uma brisa que acalentava o espirito nesta conquista pelo nosso (mais meu) desconhecido mapa nas arribas da costa sesimbrense. Fomos descendo por entre a diversidade botânica que nos passa diante dos olhos. E da objectiva quando somos mais curiosos. Fomos até onde nos apeteceu e não regressamos sem nos sentarmos para descansar um pouco. Dei por mim na fila do meio da sala de cinema da falécia a 110o de um mergulho no mar. A tela de um azul ondulado onde flutuei no desejo de um barco que nos resgatasse da arriba, mas o fim seria continuar a caminhar até ao topo. Voltamos a dar uma vista de olhos sobre a Praia da Mijona e mais à frente, já com a fome a apertar voltamos a perder altitude para espreitar a Praia do Temporal enquanto o sol se punha. Vi-o desaparecer lentamente, como se tivesse saudades de me fazer feliz e quisesse ficar mais um pouco. Deixo-o ir, nesta certeza boa que regressa.  É um regresso feito desta tranquilidade, deste eterno retorno que tem sido a doce conjugação dos verbos na primeira pessoa do plural.
 foto do g.


Sem comentários: