quarta-feira, 29 de julho de 2015


modernices...
hoje por volta da meia-noite comecei a conversar com uma amiga ao telemóvel. coincidiu no inicio por um pedido de desculpas, devido ao facto do barulho de fundo de ambas ser o de termos loiça para lavar...  e prosseguimos, ela enquanto lava o chão da cozinha e eu enquanto dobrava roupa lavada...


domingo, 19 de julho de 2015




parar para apanhar e comer as primeiras amoras do ano. Aquelas que trazem sempre as mesmas memórias. Das que apanhamos juntas até às primeiras que apanhei sozinha. É nesse misto de saudade de nós que paro, apanho e como. Ali não tive pressa, demorei-me até ficar com a boca cheia e provavelmente preta. Não te faço caretas para que sorríamos dos meus disparates. Fingi que já não tenho idade para isso e deixei-me estar até ficar novamente com a boca cheia e provavelmente preta...


sexta-feira, 17 de julho de 2015

terça-feira, 14 de julho de 2015

segunda-feira, 6 de julho de 2015



fim de semana parte II

depois de chegarmos de Setúbal, despedi-me da SV com um até já.
4 horas de sono foi tudo aquilo de que dispusemos para iniciar uma nova etapa. Às 6h30  já nos cumprimentavamos com um Bom dia! A nós juntou-se outro colega de equipa AC e seguimos rumo, desta feita para Mação. Há um ano tinha participado no primeiro evento do Trail das Zagaias e resolvi desafiar a SV a repetir o "passeio" comigo. Mais uma experiência daquelas a juntar às agradáveis surpresas que não me importo de repetir. A introdução da prova do dia anterior fez com que tivéssemos decidido trocar o trail grande pelo pequeno. Sendo que não estávamos muito certas desta decisão, conspirávamos prós e contras das hipóteses em aberto.
À semelhança da Lousã ao entrar em Mação senti a agradável sensação de já conhecer alguns cantos à casa, pelo menos aqueles que nos conduzem ao ponto de encontro dos atletas e do melhor sitio para estacionar o carro. Fomos levantar os dorsais e conspirar mais um pouco na prova que queríamos fazer. Na verdade queríamos os 30km mas a incerteza do calor e algum cansaço acumulado do dia anterior fazia-nos pensar que o melhor seriam os 17km. No entanto a SV esperava que eu dissesse as palavras mágicas: Bora lá à grande mas eu contive-me muito e joguei pelo seguro, pelos 17km que garantiam uma chegada menos massacrada pelo tempo de prova. O ambiente era caseiro, os atletas poucos e algumas caras já conhecidas. Partimos a subir pela estrada de alcatrão e entretanto virámos para dentro das tão desejadas serras. Como já é nosso apanágio aproveitamos para falar desta vida e do que nos move ou moveu. Bem marcado o percurso permitiu-nos seguir em segurança no trajecto que era suposto. Houve um engano, tudo porque achamos por bem saltar um obstáculo, que na verdade estava ali para nos impedir de continuar em frente, mais obstáculo menos obstáculo, já ninguém liga, o espírito é superar...
O calor foi bem menos do que esperavamos, o que para mim foi óptimo porque me permite apreciar bem melhor o tempo que por ali ando, mesmo que agora um pouco a toque de caixa da SV, que quer ir sempre a rolar e eu a querer levantar os olhos do chão para aquilo que ali me leva, a paisagem. Não sei fazer as duas coisas ao mesmo tempo depressa e bem. Percursos de vegetação diversa, entre pinhais e eucaliptais, estradões e desvios para singletracks e a passagem mais esperada, a da ribeira. Repeti a prova mas não a maior parte dos caminhos e desta foi a vez da ribeira do Quadouro, mais uma daquelas onde creio estarem elfos escondidos para observar o nosso encantamento em molhar os pés e caminhar dentro de água. Os elfos não combinam com o campo de girassóis mas este combina bem com tudo o que ali queremos levar na memória. A passagem por uma aldeia à hora da saída da missa deu direito a audiência e saudações bem vindas de almas cujos os olhos sorriem de ver gente doida (nós...).
Na aproximação à meta os meus pés começaram a ressentir-se e dei a opção pela pequena distância por ganha. Chegamos a tempo de termos energia para nos rirmos e seguirmos descontraídas para o banho que antecedia o já esperado almoço.
O almoço, no sitio do costume, superou as expectativas do costume e igualou aquilo a que uma vez já me tinha acostumado. A simpatia de quem serve e a qualidade do que serve. Entradas, sopa, prato e sobremesa bem bons e a descontraída entrega de prémios a dar a festa por terminada. Palmas para os outros e para nós que nos estavamos a divertir desde que ali chegámos.
Na hora de regressar a casa ainda mergulhamos mais um pouco na paisagem, de uma placa que nos havia de desviar para o caminho certo de um dia super bem passado!


Foi bom o feedback positivo da SV, nada como partilhar um bom dia com uma boa amiga, com um nível de loucura semelhante ao nosso ;)
Parece que ficamos com o 4º e 5º lugar e se desta não trouxe nem chouriços nem cacareco, trouxe um prémio com que não contava na passagem pela ribeira. Um banho ganho a custo de uma escorregadela que me fez cair de frente na agua. O susto de segundos converteu-se em risada e roupa fresca no regresso ao estradão.
Das marcas boas que ficam até as das silvas nas pernas me parecem bem enquadradas...

Trail das Zagaias
Tempo 02:34:08
Classific:ção geral: 23ª/31 (se fosse ha uns anos o que eu acharia graça a esta classificação...)
Classificação classe feminina:
Classificação de divertimento: 5*


domingo, 5 de julho de 2015





Para este fim de semana estava programada uma loucura em que me meti logo na segunda feira. 
o DS. insistiu até ao fechar as inscrições para uma prova, que o acompanhassemos. Eu, com aquela teimosia que não me conhecem lá fui dizendo que não queria e contra-argumentei tudo e mais alguma coisa, até o contra o coitado do choco-frito. Entretanto negociava com amiga SV esta programação inesperada num fds que já contava com a intenção de realizar um trail de 30km. No ultimo minuto tivemos a ideia luminosa de tentar fazer as duas coisas e dizemos-lhe que sim. 
Sábado - 21h00 - 10km da Marginal do Rio Azul - Setúbal
Domingo - 08h30 - 17km do Trail das Zagaias - Mação


fim de semana parte I

O sábado de manhã acordou como gosto dele, um conciliador, entre o  tempo de que preciso e a morosidade das tarefas.
Preparei a mochila grande com tudo o que necessitaria para o dia seguinte, a pequena com o essencial para a noite de sábado, e as demais tarefas de colocar alguma ordem na  vida e na casa. Foi no tempo certo que saí de casa para me juntar aos amigos e seguirmos para Setúbal, a SV, o DS e PR entre risos conversas várias, expectativas muitas e queixumes diversos a desculpar eventualidades. Eu estava caminho de fazer uma coisa a que não ligo muito, sair para longe para correr 10km de estrada. Esperava alguma coisa e não esperava nada, pelo menos o que todos desejam, fazer um pouco melhor, "mas isto nunca se sabe" e no meu caso é sempre uma surpresa...
Entre ir levantar dorsais e encontrar o amigo que foi ao nosso encontro só para ver, mais uns dedos de conversa até nos chegarmos à partida. Ao sinal, arranquei à velocidade a que me sinto bem mas que não dura muito. Segui sozinha e cheia de calor. As rectas intermináveis já me cansavam mais do que a corrida. Digo adeus ao DS e à PR, que já vinham na volta do correio. Chego aos 5km, o ponto de retorno, cheia de sede valendo-me uma garrafa de água onde molhei a boca e deitei o resto por mim abaixo. Perante o novo estado de espírito temporário, passo a SV, aceno e falo já com algum alento. Sigo a gerir as rectas, os atletas que ainda me ultrapassavam enquanto me dizia: "dá o teu melhor que tão depressa não te metes noutra". Dizia-me mas não fazia muito caso, estava novamente demasiado indisposta para me dar ouvidos. Chegou a recta da meta e com ela aquela risca no chão que tão bem sabe atravessar. Encontrar os amigos e procurar pela SV para um ultimo reforço, foi desta vez a missão cumprida. A PR sabia ter sido a 4ª das mulheres e havendo troféu até à 10ª esperamos para que o recebesse. Entretanto especulavasse se eu não estaria também dentro desta classificação e eu inclinava-me mais para fora. Depois de ser chamada a 10ª, chamaram pelo nome e eu devo ter feito a mesma cara dos vencedores dos óscares, tinha ficado em 9º. Vivi assim o meu momento de glória ao subir para junto do pódio, onde fiquei até chegar a 1ª e ser-me dado o meu "cacareco". Que momento mais inesperado e bom. As vezes que eu disse que não queria estar ali, o que passei durante e prova e como lá de cima, enquanto observava quem nos batia palmas, pensava no braço que dei a torcer para estar ali e na ignorância que acompanhou a minha prestação numa prova que queria despachar. Havia um prémio ironicamente guardado para tudo isto!
Depois das fotos da praxe e porque aquela noite só podia durar ao limite de quem tinha o objectivo de acordar às 6h00 da manhã do dia seguinte, fomos a reabastecer calorias para longe o choco frito com que havíamos de ter comemorado. Em 4 amigos tínhamos alcançado 2 cararecos, a alegria da SV com o seu novo recorde pessoal e o amuo do DS com o seu estoiro. Agradecer a todos pela bela companhia e amizade e ao HR ter-nos aturado a euforia do antes e do após corrida, em que falamos incansavelmente do mesmo, corridas e tempos e por aí...
Agradecer também à policia municipal de Setúbal que mesmo não ajudando com indicações exactas, ajuda a dar outras risadas...

Marginal do Rio Azul
Tempo: 51:00:00
Classificação geral: 134º/320
Classificação geral feminina: 9º/


quinta-feira, 2 de julho de 2015