terça-feira, 24 de março de 2015



ler assim sobre as infindáveis possibilidades de ser feliz (aqui) fez-me recordar estas palavras (além).


quinta-feira, 19 de março de 2015



já sob pressão para resolver um assunto, talvez dois, liguei sem querer para um numero da minha lista no telemóvel. quando me apercebi que alguém do lado de lá respondeu fiquei ali uns segundos a ver se lhe adivinhava a voz, porque já não sabia ao certo por onde tinha passado os dedos. adivinhei, pedi desculpa, expliquei e começamos a conversar. Foi das minhas melhores amigas da secundária que mudou de cidade de forma mais definitiva, assim como os seus pais. com o tempo perdemos o contacto até nos reencontrarmos todos há cinco anos num batizado mas depois disso pouco mudou. perguntei entusiasmada pelos pais, que me tratavam sempre com bastante ternura:
"os meus pais não...o meu pai... a minha mãe faleceu em Outubro"
fiquei sem chão, como é que é possível, por momentos esqueci-me da minha própria injustiça e senti somente dela. Não se faz, não pode ser... mas espera lá eu também não tenho a minha... pode acontecer. tenho estado tão triste mas tão triste, se a mim sempre me tocou a atenção e a postura daquela senhora, a calma de uma mulher feliz com a vida, a segurança da fala e o brilhos nos olhos que nos aconchegava e que brilhavam ainda mais na presença igualmente serena e radiosa do marido, se eu podia sentir falta disto quando me recordava deles imagine-se a dor de quem perdeu tudo e muito mais disto. há coisas que às vezes estamos tão habituados a ver nos nossos que não reparamos assim até realmente perdermos desta forma atroz. recordo-me de descreverem características da minha mãe, que para mim eram dados adquiridos e portanto não tinha noção da distância que ia a quem não partilhava do mesmo no seu dia-a-dia. A mãe da A. já cá não está... é tão estranho que sinto esta vontade de ir contar a minha mãe e desabafar-lhe sobre a minha indignação...




a minha prendinha também foi gourmet




no dia anterior estive a finalizar um licor de tangerina do qual guardei as cascas que tinham estado a macerar na aguardente para fazer um bolo. triturei-as, e à minha maneira misturei-lhe 2 ovos, 1 chávena de açúcar e 2 de farinha, afinal é mais ou menos isto que um bolo tem que levar, certo?! outro extra foram nozes picadas. coloquei na forma e resolvi ocupar o espaço envolvente do tabuleiro do forno com outra experiencia, as chips de batata doce, às quais passei ao de leve por uma mistura de azeite, alho picado e alecrim. o bolo passou na analise sensorial e as batatas também, não ficaram foi tão crocantes como pensei, tenho que afinar ali qualquer coisa, quando repetir, penso sobre o assunto.





é o pai que tendo ficado comigo sozinho em casa enquanto a mãe foi ao hospital fazer o penso da cesariana, decidiu que não havia de esperar por ela para me trocar a fralda, e para lavar o meu rabito, não foi em modas de banheiras e foi mesmo de chuveiro. muitas vezes não compreendido pelas suas decisões e perspectivas, muitas incompreendidas e contestadas por mim, com  razão, a minha ... é presente. não descora nunca do seu papel, às vezes falta-me a paciência. é um pai incansável até a perder a sua própria paciência. não temos a relação perfeita, discordamos tanto para chegar à mesma conclusão. hoje fomos almoçar fora mas depois passamos lá em casa para me dar um tupperware de um outro petisco que tinha feito ontem para o jantar, espargos com bacalhau. é o meu pai, é o muito que tenho.

e outra musica bonita 


terça-feira, 17 de março de 2015



une petite fleur pour le déjeuner

(batata doce, ovo caseiro mexido com beterraba e salteado de hortaliças biológicas)




acabadinha de sair, fruto de um projecto que a própria história cativa, é uma musica que me deixa expectante com o que está para vir. esta por si só já tem a delicadeza que a coloca nas minhas favoritas no geral, e em particular para qualquer momento em que o recomeço coincide com aquele suspiro profundo que damos perante as coisas admiráveis...  

by Dawn Mitschele:
"Last summer, I received an email from an amazing local writer, lyricist and musician, Al Howard. He said he’d heard me in the studio at 91x and was wondering if I’d be down to collaborate. Turned out we are both from the beautiful garden state of New Jersey and we even went to high school 10 miles away from each other! He told me he was on a Greyhound journey, headed a dozen states away and wanted to send me some inspiration from the road to see if I could spin his words into song. I remember when I got the first set of lyrics and it felt like home. There was something in his words that was so reminiscent of all the writers I loved reading and studying as an English major in NYC. So, I sat down on my kitchen floor and wrote the first song. I sent it off to him less than an hour later…and our little project was born! Now known as Ivy & Stone, we’ve written a collection of songs over the past year and we are having our first show on March 28th at Java Joe’s. Here’s a little taste of what to expect:

Ivy & Stone Tarot
I've come to read the tarot of the skyline
To see the families overdressed at church
As if god was amused
By your finest suits and jewels
I've come / to walk / beside the hearse

I've overheard the gossip and conjectures
I've overheard your heartbeat in the night
Though we have no guilt to hide
We lost nature as our guide
I'm here to get her back on our side

So all
That once
Seemed safe 
To us
Has all
But fallen
Into
Dust
And you’re
The only
One 
Who I can trust

We try to govern all our best impulses
We blame and tame the animal within
Some days I wanna smoke
Drink fire down my throat
Some days I wanna have my way with sin

I know we do not always share a language
(though) We speak a midnight tongue by candlelight
And I tried to understand
And I held tight to your hand
And told you everything would be alright

So all
That once
Seemed safe 
To us
Has all
But fallen
Into
Dust
And you’re
The only
One 
Who I can trust

I'm here to harvest all my fears and burn them
To douse the field with gasoline and fire 
And say a prayer to you
And catch hold of my youth
And when I say I tried / not be a liar

Cause love is a chameleon ever changing
And love is all the distance you can reach
Until we meet again
Caught in what may have been
Love is where we hide and all we seek



segunda-feira, 16 de março de 2015



"do all the things with love"
Og Mandino

Há momentos em que uma pessoa parece que não aprendeu nada. por agora resulta da (in)consciente vontade de permanecer ignorante para determinadas passagens. há em mim uma saudável teimosia resistente a que isso altere a ingenuidade que quero para mim. dá para rir ou para chorar, conforme o estado de espírito, e cada vez mais para ficar calada, que a palavra se torna acessória quando o fundamental são acções, movidas por quem sabe o que quer.


domingo, 15 de março de 2015



se despertar para alguns aspectos da vida fosse tão imediato como acertar as horas do relógio para acordar, muito do que se vive deixaria de ter a magia da imprevisibilidade. da vida. das pessoas. das coisas boas. e do que resta, omisso, que não impeça a vontade de sonhar mais um pouco, mesmo quando temos que nos levantar.


sábado, 14 de março de 2015



não sei se gosto do anuncio ou da escolha da miss janis...





sábado de manhã...
iogurte grego com arrepiado esfarelado daqui, mais raspa de laranja e limão. embaralhar tudo e antes de distribuir colheradas esperar 5 minutos, se aguentar, e MNHAMMM!!

depois é só fazer dieta o resto do dia ou dançar energeticamente sempre que possível...



quinta-feira, 12 de março de 2015

segunda-feira, 9 de março de 2015



rebéubéu...pardais ao ninho... pardais ao cesto...
do que me faz sorrir, compensa o esforço, que às vezes também faço, para me levantar cedo para isto, como ontem. 
ou como hoje, num dia fisicamente "não", cedi sem dar luta à pressão do amigo D. que nunca desiste de combinar e convidar. às vezes somos mais, hoje somente os dois e ele lá segue lado a lado sem reclamar e sem "puxar". o que gosta mesmo é de nos tirar de casa para não sucumbirmos ao sofá e às voltas da vida.
não sei ao certo em que dia mas um dia destes fez 2 anos disto. corridas em grupo, de muitas pessoas que conheci e tantas mais coisas que vi e vivi. o convívio com tudo e todos seguramente tem-me encaminhado e forçado a ser o melhor de mim. ainda não houve quem me convencesse das vantagens de um relógio, pois ignora que no fundo tudo que pretendo  nada tem a ver com o tempo de demoro a correr um quilometro, mas sim com quantos sorrisos esboçados ou disfarçados dou durante o meu percurso.






a naifa - música


domingo, 8 de março de 2015



por pouco pensei que tinha aterrado na ilha do parque jurássico, quando a vi atravessar-se duas vezes à minha frente num único voo rasante. que lindo exemplar e que momento único... de simbolismos vários retenho o de bom presságio.


sábado, 7 de março de 2015

quinta-feira, 5 de março de 2015




das coisas que me passam ao lado, até ao dia em que virei a cabeça, fiz pisca, marcha-atrás, virei e parei. ainda antes de voltar a dar à chave na ignição respondi ao dia: "Bom final de tarde para ti também..." e regressei a casa.


terça-feira, 3 de março de 2015




Na conquista de determinados sonhos por vezes pesa mais a ausência daqueles a quem mais brilharia o olhar, ofuscando assim o nosso presente contentamento. se hoje uma porta da nossa história que se começa a fechar, as portas da alma, essas, são um pouco mais complexas de tão simples, sem trincos nem chaves, têm um tempo próprio para se encostarem e assim permanecerem ou não. constatações simples de meandros tão complexos quanto nós. da serenidade, também ela conquistada à custa da convivência com a agitação, retiro a paz e sabedoria que me permitirá viver estes tempos relativizando a magoa de não estares a viver este momento, digo eu, que às vezes não percebo nada disto e me atrapalho nas emoções! talvez ainda me falhe a serenidade e falte a força nos braços e nas pernas ao carregar o nosso passado.
Para lá das contradições, hoje o abraço que dei no pai foi de felicidade por ele, por vê-lo concretizar este objectivo. 
Ele merece esta tranquilidade... 


segunda-feira, 2 de março de 2015



"A educação é a forma mais antiga de mexer o cérebro..."
... dou-me conta disto constantemente na relação com os outros.
e quanto ao Professor Alexandre Quintanilha é sempre um prazer escutá-lo no seu discursar frontal e apaixonado pelo conhecimento.


domingo, 1 de março de 2015




Depois do despertador não me ter acordado a horas e de me ter trocado as voltas, fiz-me à estrada pelos pedais. Quase no fim da volta, sem esperar, encontrei… uns… e outros … que correram. Cumprimentar e rir com todos, … uns… e outros… e seguir na minha volta trocada, ou não... grata pela consistência de espírito que me permite permanecer livre e pelo meu relógio que me colocou hoje neste lugar!  ... as simple as this...


... mesmo nos dias em que não é fácil reconhecer a gratidão com os desígnios que a vida leva...