domingo, 15 de fevereiro de 2015



"a ver se me safo da cara-de-chuva do tempo" foi o que pensei ontem quando decidi ir correr. a volta já estava pensada. a cara do tempo contrastou com a temperatura amena e a brisa levemente tépida que fui atravessando. no inicio há sempre ali aquele momento "porque-é-que-eu-me-meto-nisto, agora-fica-mal-virar-para-trás-e-ir-mas-é-sentar-me-no-sofá". ultrapassados estes pensamentos, comecei desfrutar do sossego e a descer da cidade para depois fazer a subida que permanece cortada ao transito. menos poluída e de densa vegetação circundante permite que num ritmo confortável perca a noção do tempo e do espaço e me encontre ali com pensamentos dispersos ou nenhuns. não deixa de ser uma subida e a componente de esforço talvez seja a responsável por esvaziar do supérfluo e não aprofundar questões que façam perder energia adicional. concentrar-me na respiração, manter o ritmo cardíaco controlado e assoar-me à camisola porque me esqueci de levar lenço e seguir a fungar não estava nos planos. chegar à porta de casa e pensar "oh já acabou". ao corpo sabe-lhe bem parar mas a cabeça estava naqueles dias que seguia por ali fora. depois da maratona e do abrandamento forçado e justificado por uns pés que estavam a queixar-se de overuse, reencontrei novamente o ponto de equilíbrio que me permite perspectivar prosperidade para esta minha terapia. sem exageros, a respeitar o corpo, para que o bem que faz à mente não falhe.


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