quarta-feira, 22 de outubro de 2014




ontem de manhã fui tirar sangue para análises de rotina e ao contrário dos outros dias tive de sair de casa sem tomar o pequeno-almoço. Quando saí do laboratório, à semelhança de outras vezes no passado, saio com aquela sensação de que mereço um pequeno-almoço reforçado, imaginando logo que vou refastelar-me numa pastelaria qualquer. Desta vez não era uma qualquer mas aquela onde podia encontrar o meu "arrepiado" favorito. Estava a apetecer-me um copo de leite com chocolate, mas os copos em que são servidos sabem-me sempre a pouco, habituada que estou às canecas generosas cá de casa. É como beber chá fora de casa, acostumada a doses industriais, quando num café me vêm com aquela chavezinha e o bulzinho a dividir para dois, quase me dá vontade de chorar. Perante a vitrine de bolos e na ausência do meu preferido, tudo me parecia muito vistoso mas nada que me fizesse antever um momento de deleite, decidi-me então a levar para casa um pão de cereais e um pão doce (pombinha). Depois passei pelo minimercado para comprar um pacote de leite e segui directamente para casa. Com a calma que transmite uma manhã que se promete soalheira preparei tudo e dispus sobre a mesa. A maior parte das vezes tomo o pequeno-almoço de pé ou enquanto faço outra coisa. Sentei-me perante a minha caneca gigante de leite com chocolate e do meu pão com cereais barrado com banana esmagada, não me apeteceu queijo, nem doce de cereja nem de figo, nem de abobora, nem de tomate, apeteceu-me banana esmagada. Levantei-me para abrir um pouco mais a janela e apreciar do meu terceiro andar dois passarinhos a brincar na árvore. Levantei-me uma vez mais para arrumar tudo e sair da cozinha agradecida pelo privilégio de um amanhecer assim...


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