sexta-feira, 31 de outubro de 2014




segundo pequeno almoço de hoje

"Sou feliz porque percebi que a felicidade é acima de tudo uma atitude na vida. Sobretudo, uma atitude de honestidade, gratidão e humildade." de José Micard


quinta-feira, 30 de outubro de 2014



estou nerbosa e bou ali correr a pisar obos só para descontrair e certificar-me que ainda sei colocar um pé à frente do outro...


segunda-feira, 27 de outubro de 2014




e com a mudança da hora sinto falta da claridade. Em casa. E no que isso se reflete em mim.
As noites tardias chegam-me para apreciar o seu encanto. E estes dias curtos encurtam-me a energia que me traz a luz do dia...
e à luz do dia.


domingo, 26 de outubro de 2014





esta semana trouxe da grande metrópole (e não da ruralidade!) 2 figos-da-índia. Têm um sabor muito suave e uma consistência que me agrada. Agora quando for andar de bicicleta e passar pelo grande cacto vou olhá-lo menos curiosa mas a vontade de ir lá apanhar um fruto (ou mais) vai manter-se ;).

de Lisboa e a 2 minutos de apanhar/perder o comboio trouxe também um elogio do senhor da bilheteira. Apesar da minha pressa quis saber a minha idade e eu meio atrapalhada respondi sem perceber o propósito da pergunta. Ele efetivando o pagamento, informou-me que pensou que eu ainda tivesse direito a um desconto que é até aos 25 anos... disse que me dava menos... com isto, deu-me outro fôlego para correr até à carruagem.


sábado, 25 de outubro de 2014



um graffiti à sexta (com um dia de atraso)
na parede da casa (antigo ginásio da casa do benfica) 
onde durante anos fiz ginástica rítmica




sábado de manhã...
acordar "rés-vés Campo de Ourique" para ir correr. comer de pé, papa nestum e banana e abacate e beterraba, tudo reduzido a puré para não ter de mastigar... agora que faço a retrospectiva, reparo que o meu discernimento não estava lá grande coisa... para fazer a distância mais longa da semana que aí vem (15 km), e tendo em conta que para mim o primeiro dia da semana é o domingo...


quarta-feira, 22 de outubro de 2014




ontem de manhã fui tirar sangue para análises de rotina e ao contrário dos outros dias tive de sair de casa sem tomar o pequeno-almoço. Quando saí do laboratório, à semelhança de outras vezes no passado, saio com aquela sensação de que mereço um pequeno-almoço reforçado, imaginando logo que vou refastelar-me numa pastelaria qualquer. Desta vez não era uma qualquer mas aquela onde podia encontrar o meu "arrepiado" favorito. Estava a apetecer-me um copo de leite com chocolate, mas os copos em que são servidos sabem-me sempre a pouco, habituada que estou às canecas generosas cá de casa. É como beber chá fora de casa, acostumada a doses industriais, quando num café me vêm com aquela chavezinha e o bulzinho a dividir para dois, quase me dá vontade de chorar. Perante a vitrine de bolos e na ausência do meu preferido, tudo me parecia muito vistoso mas nada que me fizesse antever um momento de deleite, decidi-me então a levar para casa um pão de cereais e um pão doce (pombinha). Depois passei pelo minimercado para comprar um pacote de leite e segui directamente para casa. Com a calma que transmite uma manhã que se promete soalheira preparei tudo e dispus sobre a mesa. A maior parte das vezes tomo o pequeno-almoço de pé ou enquanto faço outra coisa. Sentei-me perante a minha caneca gigante de leite com chocolate e do meu pão com cereais barrado com banana esmagada, não me apeteceu queijo, nem doce de cereja nem de figo, nem de abobora, nem de tomate, apeteceu-me banana esmagada. Levantei-me para abrir um pouco mais a janela e apreciar do meu terceiro andar dois passarinhos a brincar na árvore. Levantei-me uma vez mais para arrumar tudo e sair da cozinha agradecida pelo privilégio de um amanhecer assim...


segunda-feira, 20 de outubro de 2014




lúcia-lima acabadinha de secar que a avó me deu "um pão por deus" ou "bolinhos" antecipado

para aquecer nos dias frios. Sabem-me bem estes dias em que vou resgatar algumas peças de roupa mais fresca. E amanhã será que vou vestir aquele cachecol quentinho?! Não vale a pena brigar com o S. Pedro. Tudo fosse assim tão fácil de resolver e aceitar.


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

segunda-feira, 13 de outubro de 2014



hoje foi um dia daqueles, "corre" p'aqui, "corre" p'ali e até para ir correr no verdadeiro sentido da expressão tive de "correr". Quando comecei efectivamente a correr nem estava bem em mim e nem consciente que daquele grupo de 5 pessoas, eu o gentleman DS tínhamos 30km para fazer, pois os restantes 3 amigos só nos acompanhariam na primeira volta (11km). E nesta volta fui caladinha todo o caminho, a pensar no que ainda faltava, nas condições atmosféricas instáveis e a especular sobre alguma dor. Depois de nos termos despedido dos 3 e mais 2 que entretanto se juntaram a nós, seguimos para outra volta (11km). E eis que se revela a minha boa forma, não pelo desempenho das pernas mas pela minha capacidade de conversar praticamente todo o percurso, blá, blá, blá e nisto já estávamos outra vez no ponto de partida. Para desanuviar decidimos fazer a ultima volta ao contrário e suprimir 2 partes do trajecto para terminarmos com 31km. E eu? Blá, blá, blá... No final o DS diz-me "hoje estou mais cansado e vou aqui com umas dores e tu?" "Ah hoje sinto-me bem... (claro que cansada mas bem)", e ele "Nota-se que tás bem, já viste que até vieste a falar todo o caminho, estás muito bem!!...". Corre uma gaja 31km para ouvir um elogio destes!! 
Na verdade penso que este tem sido o meu grande progresso com os treinos, conseguir falar enquanto corro. A minha vida de corredora promete uma atitude mais sociável doravante...






quando por fim dei uma vista de olhos para garantir que não me esquecia de nada, vi esta caída junto de mim. Perguntei, por instinto, se a podia trazer. É simbólico daquela que trago sempre comigo, a Rosa, a minha Rosa, a minha mãe...

Boa semana...


domingo, 12 de outubro de 2014



em descanso parcial, os neurónios permanecem com os níveis de actividade alta e os braços e as mãos também, os primeiros exercitam-se em estudo, os segundos na arte de assoar-me...
(tenho de averiguar a possibilidade de tornar-me accionista de uma fábrica de lenços de papel)


sábado, 11 de outubro de 2014


imagem daqui

Dizer "não" antes de me perguntarem, "não" depois de perguntarem e insistir no "não" apesar da contra-argumentação e outras pressões que tais. Nem sempre me mantenho tão irredutível, sinto-me cada vez mais livre de voltar atrás, se assim o entender, de repensar de mudar de opinião, sempre que essa atitude revele ser aquela que me leve a aprender e descobrir mais (e o melhor) de mim. O "não" foi o que me permitiu tudo isso reafirmando aquilo que quero ser, para lá daquilo em que me queriam tornar...



domingo, 5 de outubro de 2014




A minha primeira meia maratona oficial - Rock ‘n’ Roll Vodafone Meia Maratona RTP 2014. O despertador tocou às 6h, muito embora eu andasse para ali a rebolar há já algum tempo. Levantei-me, equipei-me e tomei o pequeno almoço reforçado (nestum, aveia e meia banana). Agarrei na mochila e sai de casa a tempo de ver chegar a minha boleia AN, fomos seguidamente buscar o veterano AB, mais outro amigo e seguimos para Lisboa, onde já o reboliço era imenso junto do Parque das Nações. O gentleman DS não tardaria a juntar-se a nós e lá nos encaminhamos para os autocarros que nos levariam até à ponte Vasco da Gama. Uma vez lá a minha unica preocupação eram as casas de banho. Sim porque com o nervoso a vontade dá de cinco em cinco minutos. Mesmo junto à partida conseguimos reunir a maior parte dos elementos da equipa que estavam em prova. De repente começa tudo a correr, nem tive tempo para sentir aquele frio na barriga do aviso de partida. Fiquei para trás, os demais vi-os desaparecer num ápice, já para não falar na quantidade massiva de pessoas que me ultrapassavam. Não tive bem noção da velocidade até se juntar a mim novamente um amigo que me disse que já havíamos feito 3km. "O quê, já?!" resolvemos abrandar, pelo sim pelo não, pois seria impensável chegar ao final em condições com a velocidade a que devíamos ir, entretanto ele volta a abalar e mais à frente, alcanço um outro amigo da equipa JL, tinha sofrido um pequeno estoiro e estava recompor-se, seguimos juntos com ele a controlar a velocidade, nem mais, nem menos. Senti-me muito bem durante esse tempo, íamos a um ritmo que era confortável e bom para mim. O JL foi como um "anjo" a balizar-me mas entretanto aos 13 km preveniu-me que teria de parar para fazer uma pequena necessidade fisiológica e eu ponderei seriamente esperar por ele, estava mesmo a sentir-me bastante segura na sua companhia, contudo também não havia compromisso de seguirmos juntos, pelo que o avisei que seguiria devagarinho junto à esquerda para que tentasse alcançar-me. E assim fiz, durante um bom tempo olhei muitas vezes para outros corredores que se aproximavam mais de mim, na esperança de ser finalmente ele, mas não aconteceu. Entretanto aos 15km a minha preocupação era "eliminar" mulheres. Sendo que eu também era eliminada, ao menos ir tentando manter o meu lugar. Independentemente de ultrapassar outras, fixei 2 moças que iam ao meu ritmo e vai daí comecei a aventurar-me na ambição de as deixar para trás. Até parece mal, mas uma pessoa tem que ir buscar argumentos a qualquer lado para continuar a mexer as pernas. Seguindo eu nesta árdua tarefa, pois tinha ali adversárias à minha altura, sou interpelada por corredor que se colocando ao meu lado me oferece uma garrafa de água, isto depois de uma passagem num abastecimento. Aceitei porque estava a precisar de lavar as mãos que estavam peganhentas. Por fim agradeci-lhe o gesto, ao que me respondeu sorrindo "De nada, eu é que lhe agradeço pois tem vindo a ser o meu ponto referência ao longo da corrida!". Opá quase que me caíram as lágrimas, um calmeirão daqueles a dizer que eu era o "anjo" dele, como o JL havia sido o meu. Muito bom mesmo, esta corrida já valeu por isto e pelo gesto daquele homem que além de me oferecer água ainda admite que uma cananoxa como eu consegue ser referência para alguém. Seguiu a meu lado aproximadamente durante mais 1km e eu sempre na peugada de uma das moças, já que outra tinha ficado para trás no tal abastecimento de água. Avisou-me que só faltavam 2km e começou a puxar por mim "Bora, bora". Mas ele meteu uma mudança demasiado alta e fiquei a vê-lo afastar-se enquanto continuava concentrada na moça da t-shirt preta que me faltava ultrapassar. Quando finalmente estoiro com ela, passa por mim a outra (da meias cor de rosa) que tinha ficado para trás, qual fénix renascida das cinzas a toda a velocidade, desisti dela e preocupei-me com outras e outros na recta da meta. Dei ao slide, e pensei "aguenta, aguenta, aguenta" e lá transpus o tão desejado final. Esta corrida teve 4 momentos, a partida, a companhia do JL, a perseguição ás moças e o corredor que puxou por mim. Cheguei cansada e até com uma dorzita na perna devido ao aceleramento nos ultimos 8km mas não estoirei. O tempo também esteve a meu favor, quando estava sol tive a sombra das arvores, e quando estava mais exposta o tempo estava encoberto, até o ventinho me ia refrescando. Levei o cinto com 600ml de água com isotônico distribuídos por 2 garrafas que no final ainda tinham água, isto diz muito das condições favoráveis em que fiz a corrida. O reencontro com todos no final, uns mais sorridentes e satisfeitos outros nem tanto mas todos bem é sempre reconfortante. Regressei a casa feliz com a minha prestação e com mais esta experiencia de uma meia maratona que mais foi uma louca montanha russa de emoções. 

Geral: 1702 em 5735

sábado, 4 de outubro de 2014



sábado de manhã...
Pão com chouriço logo ao pequeno almoço?
Enquanto o padeiro (que eu não vi!!) o colocava no forno, fazia eu o balanço final da minha sexta-feira, revia momentos e os pensamentos a eles associados. Revi onde consegui ser o que queria e onde fiquei à aquém deixando estes últimos numa espécie de stand-by do processador para logo que seja possível não repetir essa mesma noção que tive de mim. Posto isto, apaguei a luz do candeeiro sem marcar horas no despertador e mergulhei a cabeça na almofada, parecendo-me ela uma nuvem, na qual, já estava em modo de flutuação. Nesse exacto momento, toca o som de mensagem no telemóvel, comentário para lá, comentário para cá e acabei por ser desafiada a comer pão com chouriço acabadinho de sair do forno... Eu não disse "Sim, quero!" (se o tivesse feito seria mais um momento onde fui o que queria) mas disse "não sei" e ri-me muito e "pode ser" ("pode ser?!" que raio de resposta é esta, vai já para o stand-by que-é-uma-andada). Do outro lado o amigo depreendeu que aquilo tudo era um sim e não tardou a aparecer com os pães com chouriço ainda quentinhos, tão quentinhos que até as fatias de queijo flamengo que acrescentou ao dele fundiram. Continuei a rir, de certo até mais para dentro do que por fora e resisti a comer só metade do meu e absorver mais de todo o resto. Soube a farnel nocturno (ainda sábado era uma criança), a surpresa insólita,  a riso e a um sorriso, ou seja, a mais momentos que não tardei a processar novamente, mas desta vez não terá demorado outra fornada...(Zzzzz!!). 

(chá de três anos e gengibre para o pequeno-almoço)


quinta-feira, 2 de outubro de 2014



neste caso, terão sido as palavras certas... porque a resposta veio
como eu quero
e agora vou deitar-me mais ou menos assim depois de um treino, um petisco e uma muito boa noticia...


Obrigada!!


quarta-feira, 1 de outubro de 2014



hoje no final da corrida/treino das 4ª feiras vai haver petisco, tudo porque numa prova houve quem ganhasse um presunto. Com o pretexto de consumir o dito, arranjaram logo festa onde cada um leva mais qualquer coisa: tremoços, cerveja, vinho, refrigerantes chouriços vários, salame, bolos, batatas fritas...

eu disse logo que ia ao evento, mas não disse o que vou levar...  e que passo a descrever: espetadas de tâmaras enroladas em bacon com quadrados de duas variedades de queijo (queijo flamengo e queijo curado de cabra) conforme fotografias: 


se por acaso estiverem a ver algo de diferente do que eu acabei de descrever, queiram consultar o vosso oftalmologista




encontrar as palavras certas para dizer que estou à espera, não no sentido de pressionar mas para ver se algo alivia esta ansiedade de quem espera o que quer.