segunda-feira, 29 de setembro de 2014




Obrigada R.


e quem tem um amigo que gosta de viajar, e que o conheceu em viagem, e por agora só o pode ver a viajar, e esse mesmo amigo também gosta de correr mas está a 300km de distância, sujeita-se a receber na caixa do correio souvenires da ultima viagem do amigo (que é ao mesmo tempo uma das minhas viagem de sonho) e uma t-shirt (personalizada) da equipa amadora de corrida, da qual o mesmo faz parte ! Coisa-mai-linda!! É mesmo de agradecer à vida a sorte que me saiu na lotaria naquele domingo à tarde. 22 de Julho de 2012 em que me sentei ao computador para programar uma viagem pelas aldeias de xisto até Salamanca e uma semana depois tinha as malas feitas para Roma... 
Acreditar, confiar e ser tudo mais que superado. 
É tão bom quando assim é, vemos a alquimia da vida a acontecer e a gratidão transborda, e derrama sempre (e mesmo) que noutros momentos a vida não se revele assim tão mágica...




e se noutros tempos não havia Sailor Man que me convencesse a comer os "pinafos" (leia-se qualquer hortaliça), hoje, degusto com satisfação para lá da dose diária recomendada.


sábado, 27 de setembro de 2014




a manhã fresca deu-me mais duas horas de sono. Depois do pequeno almoço reforçado a banana e nestum foram 2,5km sozinha até ao ponto de encontro, onde já me esperavam 2 bodyguards de respeito, o DS (o gentleman) e o NO (o que me desafia para os trails inesquéciveis). Seguimos para 10km com uma chuvada pelo meio. Separei-me deles e acumulei mais 7,5km e mais uma chuvada torrencial na recta da meta. Contas feitas foram 20km e 3 banhos em aproximadamente em 2 horas!! tenho razões para dizer que a minha manhã correu bem!
ah, é verdade e aletria (made by me) que sobrou de ontem, do aniversário do pai para repor as energias!!


sexta-feira, 26 de setembro de 2014



tava a fazer contas à vida e à coragem para amanhã fazer treino longo sozinha... visualizar trajectos, adiar a decisão para a ultima da hora, que é como quem diz, logo-vejo-para-que-lado-é-que-me-apetece-virar... e na recta da meta para os trilhos dos lençóis, toca o telefone e arranjo dois amigos e um percurso... quanto é que não vale esta minha telepatia!!




um graffíti à sexta 
(na parede da casa da Avó Maria)

podia dar-me para pior, pois podia, mas não era a mesma coisa. ;)


terça-feira, 23 de setembro de 2014



"The older you get, the more fragile you understand life to be. I think that´s good motivation for getting out of bed joyfully each day"

Julia Roberts


segunda-feira, 22 de setembro de 2014




Extrato do diário de Adão

"Segunda-feira:
Acho que começo a entender a razão de ser da semana: deve ser para descansar da chatice do Domingo. (...)"

in "O Diário de Adão e Eva" de Mark Twain

Boa semana!!


domingo, 21 de setembro de 2014



esta imagem foi retirada da net

claro que não se fazem 34km a pensar nestas fatias. Sofrer para merecer também não é o caminho. Mas combinar comer uma pizza depois de um treino destes, não pesa tanto na consciência e muito menos na balança.
Os 34km foram concluídos com a autoestima em alta, Obrigada à VF e ao DS, sem eles não teria sido possível fazê-los de forma tão prazerosa, (nunca pensei que prazer combinasse com 34km, mas é possível!) tento em conta que o meu corpo se portou muito bem não dando sinais de dor ou fadiga a níveis preocupantes. Sopa e descanso que a noite prometia reforço calórico na companhia de um amigo que, à mesma hora que eu pisava alcatrão, rolava uns 60 e tal km de bicla. Isto é tudo à grande... e à italiana se não vejamos, uma p. carbonara, uma p. de lasanha de carne e uma p. atlântica. Sobrou pizza e um espacinho no estômago para um gelado com doce de cereja do fundão (à americana). E é assim que um dia pode acabar tão bem quanto começou, por razões distintas e por distancias que se quebram e conquistam.


tell me if you wanna go home - keira knightley


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

respostas ao [#desafio642] da catarina beato//diasdeumaprincesa

18/09/2014
(12) "fala do teu amigo-imaginário de longa data"
nunca tive um amigo imaginário. Pensando nisso, vejo que sempre me entretive bem a brincar sozinha sem criar uma personagem especifica na qual visse um amigo. Havia pessoas imaginárias, como os clientes das mais diversas lojas de que fui proprietária mas nada de personalidades muito definidas, era tudo clientela boa, as senhoras que iam à lavandaria é que demoravam um pouco mais a ver se as nodoas da roupa tinham saído. Tal como a história do Pai Natal, que sabemos não existir, mas em quem ainda assim alguns de nós acredita, eu, acredito que tenho uma irmã (igual a mim) que vive numa caixinha. Em pequena os meus pais brincavam comigo dizendo que eu tinha esta irmã e que se eu não me portasse bem as coisas boas iam para "a da caixinha". Ora, eu nunca acreditei, mas a imagem de alguém, uma "polegarzinho", que vivia numa caixinha branca (como as dos sapatos) enternecia-me e achava sempre que ela devia viver tranquila. Quando a conversa era ter que dividir alguma coisa com ela ou mesmo darem-lhe a ela e não a mim, até me parecia justo, pois coitadita lá na caixinha não devia haver grande coisa, mas nunca interagimos. Hoje, ela ainda lá vive entretida com o mundo dela e eu aqui com o meu...

16/09/2014
(11) "o teu primeiro amor de verão"
um amor daqueles de me pôr a chorar três dias (de olhos inchados), sem vontade de comer durante uma semana, a sentir-me perdida durante um mês e a usar um colar que me ofereceu na hora de ir embora durante 2 meses... (até repensar que aquilo estava a ficar com um aspecto meio manhoso e tirar). Foi aos meus 16 anos. Ele tinha 19 e era(é) espanhol. Dizia eu, que não queria saber de rapazes mais velhos. "Que guapa!!", naquele vozeirão de fazer tremer as pedras da calçada foi o que chegou para me chamar à atenção... Foram 5 dias. Sei lá o que me passou pela cabeça para quedarme enamorada de nuestro hermano sabendo que aquilo tinha os dias contados. Mas as horas desmultiplicaram-se.... em momentos que falamos, caminhamos lado-a-lado, rimos e  aproximamo-nos. Pode ficar aqui para a prosperidade o primeiro momento que se aproximou de mim, não no escurinho do cinema mas no escurinho do antigo teatro durante um espetáculo sobre planeta e o ambiente. Aproximou-se e sussurrou-me ao ouvido "te molesto?!" e eu pensei  "mau, mau maria que já não tou achar graça à conversa... molestar?! que conversa é essa?!"... facialmente devo ter franzido o sobrolho e seguidamente aberto os olhos em panico!! ao que ele se apressou a traduzir, percebendo que eu não estava a perceber mas longe de pensar na barbárie que me estava a passar pela cabeça. (Problemas de comunicação). Ora o que ele queria dizer era se a proximidade me estava incomodar... (ufa!) e é claro que não estava!! Obvio!!  haaa (suspiro) e aquele passeio ao Palácio da Pena e o momento dos claustros (suspiro). Fiquei lavada em lágrimas depois de se fechar a porta do autocarro (às 5 da manhã) na despedida. O drama não foi todo por causa dele, foi também devido ao grupo em que ele estava inserido. Tinham sido dias fantásticos na minha adolescência com aquela companhia de teatro. Baralhei um pouco as coisas, ou não! Ainda trocamos correspondência e fotos daqueles dias, até tudo ser engolido pela distância e rotina do novo ano escolar. 
Resta-me sempre a memória do frenesim interno que me provocou este enamoramiento de verano, hermoso, como o azul de sus ojos... ;)

15/09/2014
(10) "um rapaz tenta ser engraçado e ninguém se ri das suas piadas"
se ao contrário dos outros eu lhe achar piada, então é porque temos o mesmo sentido de humor!:) Eu não sou uma graçolas, dependendo do contexto lá me pode sair pontualmente alguma coisa mas por norma prefiro que se destaque outro "palhacito". Se tal como os outros eu também não me rir, então sou levada a concluir que as piadas devem ser de muito mau gosto e é bom que não insista sob pena de ninguém o puder "ver à frente".  Nos grupos há fenómenos muito interessantes no que a esta matéria diz respeito, há aqueles que mal abrem a boca os restantes já se estão a rir deles (!?), outros que até dizem umas coisas giras mas poucos lhes ligam, outros que se deixam ser os palermas de serviço e por aí a fora... Enquanto receptora, gosto de quem sabe distinguir o contexto e tem um sentido que humor que, não indo a extremos tenha um largo espectro de actuação independentemente de ser o que diz muitas ou poucas piadas.

12/09/2014
(9) "conforto"
um dia, depois de uma discussão em que explodi porque me levaram ao limite com mesquinhices, resultando por um lado num alívio porque disse o que pensava, mas por outro lado num mau-estar pois era desnecessário se as pessoas às vezes conseguissem não ser tão egoístas. Foi mais ou menos assim que eu estava quando fui ter com a minha mãe que descansava sentada no cadeirão. Sentei-me no chão e deitei a cabeça sobre o seu colo abraçando-a e tentando não magoa-la com o meu peso na sua (débil) fragilidade física. Ela foi fazendo-me festas enquanto eu imóvel e em silêncio mergulhei nas profundezas do conforto.

11/09/2014
(8) "ficas fechada durante 12 horas num elevador com alguém que detestas. o que acontece?"
a imprevisibilidade destas ironias pode resultar na imprevisibilidade da minha reação. primeiro tenho de pensar uma pessoa que eu deteste... neste extremo pode estar alguém pelas mais diversas razoes e isso faz toda a diferença. Vejamos: pode estar alguém de quem já gostei muito e me desiludiu, nesse caso era bem capaz de me chegar à frente e começar a dizer algo que ainda me tivesse entalado, movida pela oportunidade de puder abrir a boca sem correr o risco de ficar-a-falar-para-o-boneco. As possibilidades são infinitas mas continuo a não me lembrar de alguém que deteste, o que é isso de detestar?! isso consome energia necessária para coisas mais produtivas. Vejamos alguém que eu evito: não seria fácil e o silêncio seria mais certo. O que vale é que opto muitas vezes por ir pelas escadas, convencida de que estou a fazer exercício físico, mas para prevenir vou ponderar escolher um livro de bolso para andar sempre na mala, que 12 horas nessas circunstâncias, é para lá de uma eternidade. 

10/09/2014
(7) "a melhor coisa que já aconteceu na parte de trás do meu carro"
tenho o meu presente carro há muito pouco tempo e a unica vez que tive no banco de trás foi para o limpar e na bagageira não me consigo recordar de nada relevante digno da melhor coisa... já no antigo carro... posso contar a história daquela vez que fui ao festival de musica de cem soldos (2008), para ver os praticamente desconhecidos Deolinda e os giros Galandum Galundaina. O campismo era livre num terreno reservado para o efeito. Montei a tenda e estacionei o carro ao lado. Durante a noite o frio e o barulho (das pessoas que não respeitam os outros) fizeram com que me decidisse a ir dormir para o banco de trás do antigo ZX. De almofadinha e saco-cama foi uma noite mais quentinha, confortável e tranquila...


quinta-feira, 18 de setembro de 2014



a inveja é uma coisa muito feia. Entro na cozinha e sinto um cheirinho a café que vem pela chaminé e vou logo fazer um café das velhas pa mim...




comprei o "from roots" da Ana Ventura há cerca de um ano, só agora o pendurei... coloquei-o no lugar de outro, o "take-care" (que eu adoro!)

curioso... acabo de ir à minha agenda confirmar e... faz hoje 3 anos que mudei cá para casa, gosto sempre de relembrar esta data como uma das melhores coisas que me aconteceram.

curioso... que nestes 3 anos aprendi um "take-care" de mim mais consciente quer das minhas fragilidades, quer da minha força e "from roots" que se expandem é que conquisto a resistência e a persistência que me permitem dizer vai-na-volta dos ventos que sou feliz e que a minha casa também o é...


domingo, 14 de setembro de 2014





hoje de manhã lá fui a mais um trail, desta vez aqui muito perto de casa. A ideia foi aproveitar para treinar participando numa prova, onde a adrenalina fica sempre um pouco mais elevada, bem como a vontade de nos superarmos. Ao inicio tive de abrandar, com a dor do costume e assim que ela desapareceu foi seguir a um ritmo de esforço que me pareceu mais confortável. Surpreendentemente consegui ir sempre ultrapassando mais alguém, não é que isso seja relevante mas a verdade é que funciona como um estimulo positivo. Confesso que tive dois momentos em que desceu sobre mim o espirito competitivo e resolvi dar luta, a luta que estava ao meu alcance (claro!) porque ultrapassar uma pessoa com relativa facilidade e depois ela nos fazer uma marcação serrada... dá vontade de esticar a corda até ver quem é que desiste... Amanheceu fresco mas na partida o sol despertou e aqueceu, o que me fez sofrer um pouco com o calor e alguma sede mas nos abastecimentos lá me vinguei num sumo concentrado de laranja delicioso! A geografia variada obrigou-me a concentrar mais no chão que na paisagem e o dito calor também não ajudou a apreciar tanto como esperava. Retive na memória algumas passagens com o ponto alto num estradão repleto de belas e reluzentes amoras silvestres... se eu parasse já ninguém me tirava dali, qual monstro da bolachas na versão amoras! Para começar e para acabar o convívio sempre premiado de boa disposição e uma amiga que conquista o primeiro lugar no pódio feminino!

Trail: 12km Tempo: 1:22:52
Class. geral: 46º/90
Class. fem.: 5ª/23


sábado, 13 de setembro de 2014


Dulce, prepara-te, a resposta às tuas perguntas:

D: Quando, como e porquê começaste a correr? Dicas para quem quer começar devagarinho? ;)
A: há 16 anos comecei a sair de casa para correr (muito esporadicamente) na cidade, sendo que tinha vergonha de andar de fato-de-treino na rua. Mais tarde comecei a frequentar a "pista" do campo da Escola Agrícola de Santarém, onde me sentia mais à vontade e em contacto com a natureza. Há 10 anos regressei à cidade e iniciei as corridas à noite. Fazia-o sozinha e quase nunca via ninguém a correr mas aos poucos isso foi deixando de me fazer confusão e passei a desfrutar mais daquele momento. Tornou-se uma espécie de terapia psicológica com um pouco de vicio à mistura, eu vou e quando regresso a casa o meu mundo está mais descomplicado. Há mais de um ano descobri que na cidade havia um grupo de amantes da corrida que se juntam todas as 4ª feiras à noite para correr "desde as Portas do Sol até à lua cheia", os Scalabis Night Runners (os pioneiros das corridas nocturnas em Portugal). Passei a juntar-me a eles e o convívio fez com que passasse também a participar em provas de estrada e depois em trails (nas montanhas/campo que me têm conquistado a preferência). Até então a minha volta regular tinha uns 6/7km. Continuo a gostar de correr sozinha e às 4ª feiras sempre que posso junto-me a eles para os 12km da semana. As provas têm servido para me divertir e aliar o desafio da superação. Neste universo é corrente falar em "treinos, de treinar para alcançar objectivos desportivos, coisa que sempre evitei para não me sentir escrava do cronômetro e da obrigação de correr. Entretanto percebi que era necessário mais algum empenho para preparar-me melhor fisicamente para os trails ou distâncias maiores e introduzi pequenas variações nas minhas saídas para correr. Mais recentemente cedi ao treinamento em consequência de ter aceite um desafio mas não sozinha, temos que "puxar uns pelos outros" e tem sido a formula secreta para eu conseguir adicionar km às pernas. 
Para quem começa e não se sente confortável e confiante quando sai de casa para correr sozinho, aconselho então que arranje pelo menos mais uma pessoa e de preferência que corra ao mesmo ritmo (alternar caminhada com corrida para iniciantes). Coordenar a frequência (quantos dias por semana) e em que horário com os colegas de corrida e com os respectivos companheiros/as (que tb podem ser os "colegas") para que cada um respeite este tempo que o outro vai ocupar com esta actividade colaborando de forma positiva, para se puder sair de casa tranquilo/a. Delinear um percurso ou mais e conforme a evolução do grupo aumentar metros e depois km. Depois aproveitar que há eventos de corridas e trail com várias distâncias e caminhadas e fazer uma inscrição para participar. Acontece muitas vezes um dos elementos do casal participar na prova e o outro ficar com a restante família no recinto do evento a passar tempo até ao outro chegar e dar-lhe apoio (é uma claque para a recta da meta!). 
Não são necessários gadgets de ultima geração para correr "só por desporto" e gosto, a roupa e o calçado devem ser apropriados e confortáveis e será aconselhável um chekup no médico só para assegurar que não há nenhum impedimento clinico para o inicio da actividade física.

Posto isto até fiquei com vontade de calçar as sapatilhas e sair para correr... mas hoje é dia de descanso e amanhã de manhã já me vou fazer a um trilho ;)




sábado de manhã...




pouco depois de me levantar, o tempo de fazer o pequeno almoço (batido de ameixa e banana), voltei a deitar-me mas no sofá, só a descansar mais um bocadinho as pernas e o corpo do treino de aproximadamente 32km de ontem à noite. Desde então que tudo se processa devagarinho, sem movimentos bruscos, conferindo ao desenrolar dos acontecimentos uma calma física adicional que acaba por contagiar o psicológico numa preguiça boa...

uma nota: a corrida foi na companhia do D. que respeitou as minhas limitações de velocidade e me deixou liderar o ritmo, um verdadeiro gentleman!


quinta-feira, 11 de setembro de 2014




há dias em que tudo isto é tão obvio, que até assusta o bem-estar que dá...

actualização a 16/09/2014
e acrescento este link para um texto mesmo oportuno, mesmo do que me vai na alma, mesmo do que agradeço, dos dias e nos dias, mesmo daquilo que se está a tornar um vício, agradecer, libertar e ser feliz...


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

respostas ao [#desafio642] da catarina beato//diasdeumaprincesa


09/09/2014

(6) "a tua planta de casa está a murcha. explica porque tem mesmo que sobreviver"
a minha planta?! cá em casa há muitas plantas, e preocupo-me com a sobrevivência de todas elas. Umas são "filhas" de plantas da minha mãe, que por sua vez fizeram parte da minha vida desde que me lembro, pelo que ter estas espécies aqui em casa me cria um ambiente mais familiar. Outras são "novas" e têm a sua própria história associada. Gosto de as ver desenvolverem-se verdinhas e viçosas. E depois há ainda as aromáticas, o cebolinho, o alecrim, a salsa e os coentros que se querem sempre saudáveis para condimentar os cozinhados. À semelhança da minha mãe, quando vou de férias junto-as todas na cozinha e deixo sempre a chave de casa a uma amiga para as vir regar.

08/09/2014
(5) "porque escreves"
para desabafar, tentar compreender-me, perpetuar pensamentos e episódios da vida e partilhar. Sei que evito determinados assuntos, uns de forma mais propositada do que outros. Evito sobretudo escrever quando estou momentaneamente irritada com alguma coisa. Espero que passe, para por fim escrever apenas sobre aquilo que realmente me importa e no qual me reveja. Com o passar dos anos percebo que é da escrita que advém parte da confiança que sinto em dizer (verbalmente) aquilo que sinto.

06/09/2014
(4) "acordar noutro lugar"
recordo-me frequentemente das vezes que acordei noutro lugar. São lembranças respeitantes sobretudo a férias. Recordo quase todas com um sorriso na alma, porque gostei das circunstâncias de acordar noutro quarto, noutro colchão, na tenda, noutra localidade, noutro país. Recordo aqueles primeiros minutos a situar-me naquela nova realidade enquanto o sol me desperta de uma perspectiva diferente. Acordar noutro lugar está associado a um sentimento de bem estar e momentos felizes.

05/09/2014 
(3) "escreve uma actualização do estado do facebook no ano de 2017"
é muito raro (de raríssimo mesmo) escrever atualizações de estado no fb. O pouco que faço normalmente faço-o através de fotografias que de alguma forma retratem algo com significado para mim. Imagino que em 2017 uma imagem que gostasse de postar fosse aquela que captasse o meu olhar pelo espelho retrovisor interior do carro a certificar-me de que estará tudo bem com uma cabecita que dorme na cadeirinha do banco de trás ;)

04/09/2014 
(2) "a pior refeição num dia de festa que já comeu"
se for respeitante ao sentimento com que vivemos aquele momento, muito provavelmente as principais refeiçoes do Natal 2010 e as das comemorações do Ano Novo 2011. Nestes dias a minha mãe já estava doente (com aquela doença que ainda me custa a soletrar) e derivado à forma como esta se manifestou, apesar da autonomia (que sempre manteve) sentava-se à mesa connosco, mas a dificuldade que tinha em engolir fazia com que tivesse de se alimentar através da sonda nasogástrica. Era um martírio disfarçado de "normalidade" ter que mastigar e engolir à frente dela, sabendo que tudo aquilo lhe saberia muito melhor do que alguma vez me soube a mim...

03/09/2014 
(1) "o que pode acontecer num segundo?"
num segundo, um espaço de tempo que pode ser curto, ou demorar uma eternidade. Com tudo o que pode acontecer num segundo, sei que é o tempo mínimo para eu decidir, agir em conformidade e com isso fazer toda a diferença... Espero que sempre para melhor.





arrepiado da panitejo é de comer e chorar por mais...  e é enorme!


terça-feira, 9 de setembro de 2014




à esquerda o rio Tejo, à direita o Terreiro do Paço. 
Passei muito mais tempo a olhar para o Tejo, grande e imenso (a dar-me mais saudades do Bósforo) espelhando o céu e o sol num morse hipnotizante. O vento, aah o vento nos cabelos transmitindo essa sensação de liberdade. Liberdade por um lado, por outro,  meu-sacana-estás-a-desgadelhar-me-toda-é-que-vai-ficar-aqui-uma-coisa-esperta... Mas havia que focar no momento, e consegui porque tive de me repetir que estava na hora de ir embora. Trouxe a leveza e o brilhosinho nos olhos que nos dão certos momentos e quanto ao cabelo... nem me pareceu ter ficado assim tão despenteado...


segunda-feira, 8 de setembro de 2014



o belo do ovo escalfado, e abóbora e tomate e berinjela e cuscuz e cebolinho e funcho e-tudo-e-tudo-e-tudo... 



sábado, 6 de setembro de 2014



depois desta manhã ter desistido de participar numa prova de 10km, ao anoitecer decidi-me a sair de casa para correr... e foram 20km sob chuvinha... afinal o problema não é preguicite mas talvez falta de motivação para ir correr uma curta distância tão longe de casa!!

a imagem é um pormenor de um painel de André Saraiva da exposição patente no 3º andar do MUDE - Museu do Design e da Moda




sábado de manhã...






do melhor da minha sexta...


quinta-feira, 4 de setembro de 2014






os Deuses devem estar loucos para me invadir a casa... irem ao frigorifico buscar o chocolate preto e à prateleira das especiarias o frasco da pimenta-rosa... o melhor é deixar tudo preparado sobre a mesa e oferecer-lhes este pequeno manjar... quem sabe se não será este o segredo para uma relação privilegiada com os céus?! não custa tentar... ;)


quarta-feira, 3 de setembro de 2014




ontem revi o Top Gun e fiquei com saudades de cantar esta musica no carro... com assobio incluído...

Sitting on the dock of the bay - Otis Redding





pode ser um post sobre José Saramago (aqui), sobre o mundo ser pequeno, sobre relógios antigos e/ou outras intermitências...
e uma continuação de um post mais antigo aqui