domingo, 31 de agosto de 2014



o céu estava branco, as arvores no horizonte pareciam sombras chinesas e o sol despertava por cima das suas copas contrastando na sua silhueta laranja fogo. Havia um leve esfumaçado branco sobre a restante vegetação, um nevoeiro que se sentia sobretudo nas minhas mãos que teimavam em manter-se frias pelo que tive necessidade que as abrir e fechar várias vezes para ver se aqueciam. Foi assim que eu e a P. madrugamos a correr na estrada do campo.
A meio do regresso já os olhos vinham semi-serrados pela luminosidade radiante que nos envolvia. O treino valeu 26km duros, pois a P. à semelhança da V. tem uma passada larga e gosta de puxar. Felizmente recuperei rapidamente daquele cansaço e a manhã que recomeçou às 9h30 voou entre combinações para o almoço e dois convites para passar a tarde na piscina. 


Tal como uma criança, queria era despachar o almoço com qualquer coisa leve para garantir uma tarde dentro de água. Não foi qualquer coisa, foi convívio e comidinha boa. Depois foi juntar tudo numa só piscina, aquela com uma linda vista para a lezíria e cochilar um bocadinho na espreguiçadeira deixando a digestão fazer o seu trabalho. Para potenciar a resiliência do corpo e alma do dia quente e esforçado vieram os mergulhos. Mais uma vez na companhia da P., da amiga-de-ultima-hora G. e outros. A G. não tarda a estar a 1700km de distância, já sinto saudades, sobretudo da leveza e seriedade das conversas desprovidas de tantos artefactos inúteis. Coração e razão misturam-se numa harmonia boa e viciante e difícil de encontrar. Mas da experiência de saber que existe, e com jeito, retira-se o alento que é preciso para continuar, afinal, permanecemos-sempre-por-aqui.
Chegado o momento de dar mais espaço às saudades dos outros e para não sair de cena de qualquer maneira, desci do planalto a todo gás para a casa da avó Maria... e com a precisão daqueles que batem à porta na hora da refeição, foi só puxar de mais um prato e saborear a bela jardineira e a frutinha madura. A avó também tem convites e tava programado um tête-à-tête na varanda da prima Olímpia e do primo Reinaldo. Colei-me, pois estava a apetecer-me participar e claro com a novidade da minha presença monopolizei os diálogos. Eles gostam da lufada de ar fresco, de ver os aviões a piscar nas suas trajetórias estratosféricas, de relembrar, de partilhar, de ensinar e eu gosto deles. Antes do regresso a casa, mais uma pausa na cozinha da avó que sugeriu um geladinho... aliás, o segundo do meu dia, o primeiro foi o silver com marc de champagne da magnum que é uma delícia...

já no sossego de casa e de pijama, não posso dizer que o dia não me tenha continuado a mimar com conversa e desafios... até finalmente render-me ao peso das pálpebras.




ainda sobre a sexta na capital:
uma nota relativa a dois policias a quem pedimos uma informação e que para além de nos terem respondido, aludiram à longa distância sugerindo em alternativa o transporte do subsolo, e não satisfeitos com o descrédito na nossa capacidade de nos fazermos às longas distâncias pelas nossas próprias pernas, acrescentaram que caso insistíssemos em fazê-lo pela superfície iriamos encontrar um conhecido centro comercial pelo caminho... "As senhoras costumam gostar de...". Ora bem, eu não tinha ar de quem se desloca muito a pé, mas tinha ar de quem delira a romper solas no centro comercial num belo dia de sol... comecei por escrever esta nota para os policias mas a verdade é que aqueles homens não têm culpa daquilo a que os acostumaram, a nota vai antes para o momento em que olhamos umas para as outras e sem qualquer margem para hesitações assentimos em ir a pé!


sábado, 30 de agosto de 2014



sábado de manhã...

na cozinha cheira à diáspora dos descobrimentos pelos caminhos marítimos...








29/08/2014

foi uma combinação tão imprevisível, que quando o relógio despertou às 6h30, senti-me muito confusa. Não sabia porque raio o tinha posto a despertar. Antes de me lembrar da real razão, ainda me questionei se havia combinado correr com alguém (?!). Não, não era para correr, era o resultado de um convite de ultima hora para passear (da amiga-de-ultima-hora) e ao qual respondi que sim. Saí de casa para ir até à capital caminhar pausada-e-descontraidamente mais de 15km distribuídos pelas onze horas e trinta minutos que por lá me detive. Lamentavelmente levei a máquina fotográfica sem cartão, pelo que os registos fotográficos são escassos. Independentemente do quê, é na memória que vão perdurar  as imagens de um dia muito bem passado na companhia de amigos. Fomos turistas, fomos guias, conversamos e rimos de forma especialmente bem iluminada pela linda luz da capital. A G. foi o motivo de ali estarmos, e foi por ela, que depois do agradável e saboroso almoço no pátio interior da "A Pousadinha" (Rua Luciano Cordeiro Nº 46), a J. se juntou a nós (G. e N.) e nos reorientou num roteiro urbano ainda mais imprevisível do que não havíamos imaginado. Entre outras preciosidades foi dia de inspirar nos jardins da Gulbenkian, de amarar no Terreiro do Paço, e na margem requalificada, refrescar no Miradouro do Adamastor, brindar à Ginjinha no Largo de S. Domingos e comprar especiarias no Martim Moniz...

Obrigada!


quarta-feira, 27 de agosto de 2014



o melhor do meu dia...
e outra amiga que surgiu à ultima da hora...

receber um convite às 8h para ir correr com ponto de encontro no jardim de ontem, e puder dizer que sim a uma amiga que julgava estar a 1700km de mim...
depois de ontem ter me recordado bastante dela durante o passeio no jardim, pois a ultima vez que lá tinha estado no Verão passado, foi com ela e de sem saber ela também estava lá, na esplanada do café à conversa com um amigo em comum que vi estar acompanhado por uma pessoa (de costas)..., nem o fui cumprimentar e afinal era ela... 

... ai eu e os encontros e desencontros da vida... :p



ontem passeio com a amiga de palmo-e-meio
- Ana, posso tirar fotografias?!
- Podes!
e entre outras foi vê-la a tirar selfies...


terça-feira, 26 de agosto de 2014



daquelas amizades que surgem à ultima da hora, o tempo que estivemos juntas é uma gota perto do tempo que já passamos separadas, no entanto amiga trago-te sempre no coração, quero o melhor do mundo para ti...
e do meu mundo, segue da série elipses, um balão para Évora







há muitos mais aGostos, e continuarão a surgir perceptíveis nas minhas partilhas. Este foi um exercício engraçado de agrupar alguns assim em duas mãos cheias de cada vez.
Acrescento só mais um aGosto, um daqueles que é para a eternidade...

gosto 


segunda-feira, 25 de agosto de 2014




não, não resolvi trocar as corridas e a bicicleta por outra modalidade desportiva. Esta foi uma maneira de passar o sábado à noite e assistir pela primeira vez a um evento de supercross. Apesar de não perceber nada desta matéria a verdade é que tratando-se de uma final do campeonato a nível nacional se esperava uma competição de nível mais elevado. O único senão é que estava um pouco de frio mas com o decorrer das provas lá se foi aguentando com o calor das emoções. Na prova dos infantis, achei por bem torcer pela única menina (tão querida!), já nas restantes provas foi-me um pouco indiferente, para mim que foi tudo novidade, foi uma noite diferente e bem passada e acho que ganhou o melhor!!


domingo, 24 de agosto de 2014


o melhor momento do dia da passada segunda-feira podia ser aquele em que descobri/li este texto:

"esta coisa de amar está-nos sempre a pregar rasteiras. não daquelas que magoam, mas daquelas quase brincadeira, que nos abanam e fazem soltar um riso: - oh, parvoíce, nem te estava a ver e tu aqui a minha frente!! porque, ás vezes, não vemos o óbvio e tropeçamos: deixamo-nos acomodar e não conseguimos perceber a evolução, a mudança, as novas formas de mostrar o que se gosta, o quanto se quer. mas é precisamente essa mudança que torna um amor mais forte: não é o mantermos sempre os mesmos rituais, a mesma forma de dizer amo-te. é precisamente o contrário que mantém a chama acesa: o haver sempre uma maneira nova de mostrar, de sentir, uma maneira nova de ser feliz. de fazer, quem queremos, feliz.

não há nada pior do que tornarmo-nos previsíveis no amor. podemos saber com o que contamos, isso é bom. devemos saber como o outro vai reagir, isso é bom. mas nunca é bom ter ao lado alguém previsível. é bom ter uma base que nos sossega, mas perfeito é ter um topo que nos deixa sempre ansioso: sempre na expectativa de uma pequena surpresa, uma pequena foto, uma mensagem, uma taradice nova, um gesto inesperado. que nos tolda - de emoção, de desejo, de riso, ou simplesmente de carinho. é por isso que não gosto dos GPS. porque gosto de conhecer o mapa da estrada, mas prefiro deixar ao acaso a escolha do caminho. maravilhosas as ruas que descobri sempre que me perdi. como maravilhosos todos os momentos imprevisíveis entre chegares a casa e adormeceres no quarto. porque o mapa é sempre o mesmo, mas todas as noites o caminho é diferente. é novo.

às vezes jantamos, outras vezes apenas bebemos. às vezes passamos horas a ouvir musica, outras vezes apenas contamos o dia-a-dia. às vezes lemos os nossos textos. e rimos. e choramos. às vezes fazemos amor louco, outras vezes namoramos à janela como dois adolescentes tontos. as vezes adormecemos num filme, outras vezes acordamos os vizinhos com o nosso filme. às vezes o suor toma conta de nós. outras vezes apenas o cansaço nos tolda os braços.
mas seja qual for o caminho, sabemos sempre para onde vamos: o sossego no outro. no trajecto há sempre uma forma nova de querer - no sorriso, no abraço, na companhia, no corpo. todos os dias diferente. imprevisível. mas é o fim - o sono junto - que nos traz a paz no outro. como tão bem me explicaste ontem, não precisamos de gps, nem de trajectos marcados, nem de linhas traçadas, para chegar aqui. porque amar de verdade é isso: é ter a confiança, a certeza, a vontade férrea, de, qualquer que seja o caminho, sabermos sempre o destino: o nosso sono junto. tu, no meu peito, feito porto. eu, na tua mão, feita âncora…"

 retirado daqui




aGosto #100#

de descobrir coisas boas
do livre arbítrio
de conseguir dizer o que me vai na alma
de amar
da avó
de ser feliz
de ti
da vida
das loucuras que acabam bem
de mousse de chocolate com pedacinhos de noz




anda puxa uma cadeira, põe as pernas ao sol e a cabeça à sombra...

hoje, no regresso de casa da avó (eu na bicicleta), às tantas coloca-se ao meu lado um senhor dizendo que o meu veiculo fazia menos barulho e não gastava gasolina... eu, achei-o com um ar castiço e vai de lhe responder que sim, e que era  mais amiga do ambiente. olhei bem para o que ele conduzia e reparo que se tratava de um vespa antiga e bem estimada. acrescento "ah mas essa é muito mais gira" e vai daí até à rotunda onde nos separamos foi-me contando a história da sua Vespa com mais de 50 anos e na qual já não andava há mais de um ano... ele há momentos muito singulares.


sábado, 23 de agosto de 2014



sábado de manhã...


talvez esta foto não seja  a melhor, mas também não sei qual seria a forma mais adequada de retratar o que mais me impressionou hoje de manhã. depois das ultimas três semanas sempre a acordar com uma dorzita aqui e ali, mais ou menos gelo, mais ou menos pomada, parecia que já não vivia sem aquele kit de primeiros socorros e hoje depois do treino de ontem nem uma dor, nada... nada, impressionante o corpo humano!!


sexta-feira, 22 de agosto de 2014



esta musica:


ed sheeran - i see fire

a fazer lembrar a sonoridade desta cantora que gosto de ouvir:


tracy chapman - less than strangers

vamos lá descobrir o senhor...





mais rápidas do que a própria sombra?!... humm talvez não...
(6:32 - 9:18) eu e a minha "madrinha de baptismo" dos meus primeiros 30km em estrada.
o balanço é positivo, ainda estava escuro quando partimos e amanheceu fresquinho, só dependia das pernas e estas apesar de algumas dores aqui e ali aguentaram-se à bronca durante as 2h46min :)





aGosto #90#

de fotografias
dos cozinhados do meu pai
de restaurar mobília
de dançar sem ninguém a ver
do cheiro do calvin klein one
de gestos de confiança
de ver o arco-íris
de cantar no carro
de estimar
de relógios de pulso antigos


quinta-feira, 21 de agosto de 2014



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- - - - - - - - - algodão para alinhavar - - - - - - - - -


"Viva dentro destes livros por algum tempo, aprenda com eles o que lhe parecer digno de ser aprendido, mas acima de tudo ame-os. Este amor será mil vezes retribuído e, o que quer que a vida lhe reserve, estou certo de que este amor fará parte do tecido do seu ser como um dos fios mais importantes por entre os muitos fios das suas experiências, desilusões e alegrias."
in Cartas a um jovem poeta 
de Rainer Maria Rilke


quarta-feira, 20 de agosto de 2014



ao arrumar a gaveta onde guardo as luvas

esquerda - par de luvas feitas pela minha mãe e que as usou durante muitos invernos antes da era das luvas com dedos de malha elástica
direita - par de luvas do pai. tenho mais memórias delas guardadas numa gaveta onde eu as ia buscar para brincar, mas ainda me recordo de o ver conduzir uma (da três) Renault 4L que tivemos com elas.





aGosto #80#

de caminhar na praia com a maré vazia
de acreditar
do cheiro a peixe assado nas ruas estreitas da nazaré
de fruta madurinha
de legumes para lá de cozidos
de ter a casa arrumada
de cachecóis/lenços
de momentos
de vestir jardineiras
da imprevisibilidade


segunda-feira, 18 de agosto de 2014



preparar a mesa para um trabalho de precisão, iniciar o mesmo, estar ali concentrada a desviar a cara do fumo e a tentar que a solda adira ao outro metal em vez de andar a rebolar às bolinhas e.... toca o telemóvel...

já uma pessoa não pode consertar um colar sossegada!!


domingo, 17 de agosto de 2014




sobre abrir páginas ao acaso dos livros: dantes entrava numa livraria, deambulava ao mesmo tempo que ia lendo os títulos das lombadas à espera que um livro "me escolhesse", o namoro passava então por abrir uma página ao acaso e ler, e, fosse tudo assim tão simples, era levar para casa ou voltar para a prateleira. A primeira vez que entrei numa livraria depois de ficar sem a minha mãe, coisa que aconteceu já tinha passado algum tempo, deambulei, talvez ainda um pouco mais perdida nas memórias e sem saber muito bem se na verdade me apetecia estar ali, onde antes era sempre motivo de boa disposição, muitas vezes com a minha mãe a tomar nota num bloco das minhas preferências para me oferecer posteriormente um livro no meu aniversário e/ou na Pascoa e/ou no Natal. Nesse dia chamou-me a atenção a capa do livro "Livro do Desejo" e o facto de ser do Leonard Cohen. Tratava-se de uma compilação de poemas do cantor. Abri numa página ao acaso e...

My mother is not dead

My moher isn't really dead.
Neither is yours.
I'm so happy for you.
You thought your mother was dead,
And now she isn't.
What about your father?
Is he well?
Don't worry about any of your relatives.
Do you see the insects?
One of them was once your dog.
But do not try to pat a ant.
it will be destroyed by your awkward affection.
the tree is trying to touch me.
It used to be an afternoon
Mother, mother
I don't have to miss you anymore
Rover, Rover, Rex, Spot,
Here is the bone of my heart.






deitar cedo e cedo erguer, já aqui disse, que às vezes é para correr
13,3 km de trail (cabeços sobe e desce) numa localidade aqui por perto (F.A.)
às 9h de regresso a casa, achei que tinha tempo de sobra para a volta do costume... e ala moça..


sábado, 16 de agosto de 2014









aGosto #70#

de (re)lembrar
de iogurtes (tutti-frutti da agros)
de plantas
de olhar para as mãos (minhas e dos outros)
do cheiro a café
de praias fluviais (prado, malheira, poço negro, p. azul…)
do norte
de abrir uma página ao acaso de um livro e ler
da minha almofada
de calçar as minhas botas todo-terreno




sábado de manhã...


Ver a Jessica Augusto a ganhar o 3º Lugar na Maratona Feminina do Europeu de Atletismo em Zurique. Valente!! Muito bom!!
e ver a 1ª parte da repetição deste programa e chorar baba e ranho com o testemunho dos atletas... hoje é isto


sexta-feira, 15 de agosto de 2014

quinta-feira, 14 de agosto de 2014




aGosto #60#

de amoras
do meu periquito “Trevi”
do meu peixinho “Peixinho” (!!)
de nunca acordar de mau humor
de pintar
de me sentir agradecida
de nadar
de conversar
de inventar bolos
de me desenrascar




já lavei as mãos e os dentes mas a língua ainda denuncia que comi uma barrigada de amoras (enquanto as apanhava e depois enquanto as escolhia)... mnham mnham!!


terça-feira, 12 de agosto de 2014



uma noticia (triste) fez-me lembrar de algo que eu também gostava, filmes sobre o Vietname, como este. Hoje não ligo a séries, quando falam de temporadas disto e daquilo ausento-me mentalmente, mas já fui menina para devorar esta.





aGosto #50#

de andar de bicicleta
de ver duas crianças a andar na mesma bicicleta
de arrumar o frigorifico
de arroz
de acampar
de viajar (de mochila às costas)
de estar longe
de rir de...
de rir com...
de amizade


domingo, 10 de agosto de 2014





1. pela manhã 21km para as meninas que não gostam de calor, 26km para os meninos que gostam
2. pela noite a super lua

e de "O Carteiro de Pablo Neruda" que levei anos para ler, do qual já disse o que mais me interessa é que tenha sido agora o momento certo, pois foi lido em quatro tempos e sobre o ultimo passa pouco mais que uma hora... e é deste que sai uma frase para o dia de hoje e para o mais que possa vir, escolheu-a Don Pablo:
"...A l´aurore, armés d´une ardente patience nous entrerons aux splendides villes. Ao amanhecer, armados de uma ardente paciência, entraremos nas esplêndidas cidades."

3. e agora vou estar por aqui



sábado, 9 de agosto de 2014



sábado de manhã...




1. salada de frutas para puré (antes de sair para limpar/lavar a "nova" viatura)
2. das minhas flores
3. ontem à noite hesitar em entrar na loja depois de um treino e muito suor (imprópria) e  como disse uma amiga, "olha a sorte!" (o meu numero seis meses depois a menos 60%)


sexta-feira, 8 de agosto de 2014




aGosto #40#

de ganga
de beber chá
de fazer chá
de canecas
de verde "tropa"
de coentros picados
de transparência
de beber leite do pacote
de perceber
de fazer sombras chinesas com as mãos


quinta-feira, 7 de agosto de 2014



"As metáforas
A metáfora sendo um instrumento de linguagem não lógica pode tocar, isto é, explicar (ou provar) coisas que a linguagem lógica não toca nem explica. São dois utensílios: a linguagem lógica e as metáforas. Com um martelo pregas pregos. Com um serrote serras madeira. 
Se observares um carpinteiro a querer resolver todos os seus problemas com um martelo, dirias: Está louco! Ou quando muito tentarias ajudá-lo, apontando para outros instrumentos: olha ali o serrote, é o ideal para serrar madeira. Não o faças com o martelo, estragarás tudo e não resolverás o problema."


in "Breves notas sobre ciência" de Gonçalo M. Tavares


O senhor que se segue. Há livros que me questiono porque não pego neles e os leio de uma vez por todas, se passam anos a vaguear nas minhas intenções?!... não sei a resposta, não estou certa de que seja importante responder, interessa-me antes esta sensação de que chegou o momento certo.




noites com momentos esquisitos. há uma semana. ontem. hoje.
... momentos sobre os quais nada faço. muito penso. e nada sei.
(divagações enquanto faço pomada e gelo no pé... vou tirar que por agora já chega e hoje o dia já vai longo, vou dormir)


quarta-feira, 6 de agosto de 2014





aGosto #30#

de branco
de escutar o canto das rolas
de ovos escalfados
de andar de comboio
do meu cabelo
de desenhar emoções
do cimo da montanha
do alto da serra
do topo da torre
e de contemplar a vista que se tem lá de cima




como as crianças... vai uma rodela vermelha, depois uma amarela.... depois uma vermelha...