quarta-feira, 2 de julho de 2014




no inicio da tarde de domingo, depois de desarmar pacientemente a tenda e arrumar toda a parafernália associada, apanhei parcialmente o cabelo que estava em modo rastafari com tanto vento que tinha apanhado junto à costa. Liguei o rádio do carro e cantei três musicas que passaram enquanto ia a caminho de Óbidos. Passaram mais, a mim é que me veio à cabeça aquela frase de que não devemos voltar ao lugar onde já fomos felizes... 
"é assim... é a vida... o que é que queres fazer? Ir já para casa?!" olhei para dentro... pensei em tudo e no fundo em nada... "Não..., eu vou.". 
Fico impaciente sempre que faço algo que sei que a minha mãe também gostava, há um desconforto que não me permite vivê-lo em pleno. Há um peso, que não é meu mas que sinto, deve ser normal, não tenho outro remédio que não seja acreditar nisso e seguir.
Porque ainda consigo acreditar nisso e tenho quase a certeza que para uma mãe, como a que nos deixou a pensar um pouco esta semana mas que à semelhança de tantas outras anônimas (pais e mães) terão, em tais circunstâncias na vida, mais dificuldade em acreditar no quer que seja, em retomar, voltar, fazer a vida normal, porque aquilo que se impõe como normal é desumanamente incomodo...


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