quinta-feira, 24 de abril de 2014



"Duro vai ficando o coração de quem não quis dar-se à dor de ser feliz" de Miguel Araujo em a Valsa Redonda

não é uma frase fácil, mas hoje sorrio ao lê-la e é bom que sempre assim seja.





"tragam frontais ou lanternas..." pediam eles. Hoje, podia e queria mas a disposição não era a melhor... e ainda bem que contrariei o corpo, renovei-me do dia enfadonho numa hora. Com as lanternas acessas a surpresa era uma volta nova, com trail nalguns pontos do percurso. soube-me mesmo bem, o vento fresco nos braços, os trilhos, o escuro sem medo, a novidade e sobretudo... e apesar de TUDO... a tranquilidade com que regressei a casa.


quarta-feira, 23 de abril de 2014




dia mundial do livro
da mesma maneira que tenho crescido com eles para outras realidades, também eles crescem para além da realidade (ordenada) que lhes está(va) destinada...


segunda-feira, 21 de abril de 2014

sábado, 19 de abril de 2014



sábado de manhã...

prepara-se para ser...

rescaldo da corrida mais ribatejana do mundo...

Desta vez não acordei nervosa para preparar o equipamento e senti falta deste ritual. É que desta vez estava convocada para fazer voluntariado na organização. 
Como quem não quer a coisa já passou um ano da minha primeira prova (SNR2013)... e de lá para cá esta crew conduziu a alterações favoráveis na minha vida... A rotina das corridas incentiva a mais treino, que por sua vez se reflete em melhor disposição e depois me faz cometer loucuras com a inscrição em determinadas provas, que depois de superadas fazem com que não queira quebrar o ritmo (mesmo que seja lento...) e isso só se consegue com disciplina na rotina (...e séries, e rampas para os momentos de maior devaneio). É uma espiral sem-fim, se não houver nada de maior que nos impeça. Tudo complementado de convívio é o que tem feito das corridas uma festa. 
Esta foi organizada por nós e para 2500 atletas e mais quem se quis juntar. Para tal, o núcleo duro movimentou-se como um polvo em várias frentes, para que num dia, e principalmente, durante umas horas nada falhasse. Acrescendo-se ainda dos voluntários promovidos a "staff" consolidou a estrutura. Há muita vontade de estar no centro nefrálgico de todos os acontecimentos (Jardim da Liberdade) mas vestir o papel de "staff " passou por mentalizar-me que para além de não realizar o percurso e não desfrutar de todas as surpresas que ele guarda ainda podia ficar longe da festa um bom par de horas. Muitos na organização sabem o que é fazer a Scalabis Night Race mas não sabem o que é correr a Scalabis Night Race... imaginam... eu que sei, digo que não é fácil a troca, foi com esse conhecimento de causa que segui num misto de pena e responsabilidade para o "posto de serviço". Antes de me fixar definitivamente ainda corri, de um lado para o outro com os stresses de ultima hora, mas não é a mesma coisa...  tum tum, tum tum no coração, ai que estou aflitinha... tic tac, tic tac, 21h no relógio, esquece lá isso... 14 minutos depois passa por mim o primeiro atleta e agora o que é que eu faço com o tsunami amarelo que o segue?! Bato palmas e apregôo incentivos tudo ao mesmo tempo... "FORÇA"... (palmas)... "TÊM ÁGUA NAS PORTAS DO SOL" (para aqueles com ar mais desesperado e para o caso de terem rejeitado o vinho à porta do Quizena)... (palmas)... "BORA LÁ ATÉ À LUA CHEIA"...(e palmas)... entre outras preciosidades de fazer inveja a muita varina de Lisboa, mas não pude colocar as mãos na cintura porque estava a bater palmas! Não sei se já disse que bati palmas?! É uma sorte que o frio está quase a passar pois para a próxima que eu me queixar das minhas mãos geladas e me vierem com a história de bater palmas para aquecer, o máximo que se podem habilitar, é a ficar com uma face quente pois isso é treta, que eu bati palmas de forma audível durante hora e meia e no fim tinha as mãos dormentes e geladas. Mas não se veja nisto uma reclamação pois tudo me saiu do coração :) embora tivesse ali um momento ou outro em que senti que parecia uma cassete em modo repeat, isso foi quebrado com o sorriso, com o aceno, com o agradecimento ou até de palmas para mim de alguns atletas!! Houve até quem me chamasse para a corrida e eu hesitei!! Como isso podia deixar o meu chefe com mais cabelos brancos (Dinis), fiquei quieta. Depois dos últimos atletas, fiquei com aquela sensação do tipo "mas foi só isto?!", "não há mais?!" "mas este pessoal não sabe correr mais devagar?!". Olhei para um lado e outro e nada… cabisbaixa por um lado, radiante por outro, pois não tardava a estar novamente no meio da festa. Antes havia que ajudar a restante equipa a colocar o local com ar de que não se tinha passado nada ali e ao mesmo tempo que seguia fui apagando os vestígios da passagem de corredores sedentos de água mas não de garrafas, como é natural! Chegando à minha meta tive tempo para comer o meu pampilho, ver que estava tudo muito bonito e animado e já o chefe ligava a pedir reforços para recolher grades de ferro... queria homens... é nestas alturas que a desigualdade de gêneros nos convém e depois de lá conseguir uns corajosos voluntários (em sair dali) acabei por seguir com eles e ajudei como pude. Desmobilizei e eles ainda seguiram para mais uma volta e eu fui mais bocadinho à festa. Levantei a minha bifana e a respectiva imperial e degustei o meu momento. Entretanto já só havia pessoas da organização... uns com ar mais acabado do que outros. Mas este pessoal está sempre pronto para mais festa e faltava a do "staff" (que bem merecia!!)...




a crítica é favorável e parece que para o ano querem mais... CARREGA SNR!!


quarta-feira, 16 de abril de 2014





há refeições, que não sendo abundantes nos deixam saciados de corpo e alma...
enquanto saboreava o manjar-dos-deuses o melhor momento viria a ser aquele em que tive de interromper...


domingo, 13 de abril de 2014



o meu domingo de manhã...

e o meu momento "verão azul" :)

avó - vi aquela noticia do homem que inventou a zumba e já fez fortuna com aquilo...
eu - olha eu já experimentei e não gostei, dá-me dor de cabeça pois estou sempre com as voltas trocadas...
avó - ai as pessoas desengonçam-se todas... (enquanto rodava a anca e mexia os braços de forma desconcertada)
eu - pois também não tenho muito jeito para essa parte... tu é que devias ir para a zumba para treinar
avó - (a rir-se)... uma zumba apanhei eu ontem ali a acartar uma lenha que o teu tio se lembrou de partir miudinha...!!

(vi agora um vídeo de um evento de zumba ontem no parque das nações e continuo a preferir a tenda afro do Andanças com o "Petchu" a comandar as tropas)



sábado, 12 de abril de 2014



sábado de manhã...




1. chá de alecrim
2. às 23h de sexta-feira já estava deitada vencida pelo cansaço, contudo fiquei por ali entretida com a leitura... e eis que começo a ouvir cantar, uma musica bonita e bem afinada, calculei que viria de algum apartamento vizinho pois escutava-se muito bem... ainda demorei um minuto a levantar-me com a curiosidade de ir espreitar à janela. o cenário era este, quatro jovens a fazer uma serenata a uma senhora no prédio vizinho... ainda consegui gravar um pouco da segunda musica e não faz justiça ao lindo que foi... no final das palmas fui eu que fiquei com saudade e a cantarolar uma ou outra canção da minha tuna favorita... e para a TAUE não vai nada nada nada?!... TUDO!!



sexta-feira, 11 de abril de 2014




vai uma pessoa ajeitar o vaso, no decorrer de uma arrumação que se quer eficiente e rápida e depara-se com isto...


quinta-feira, 10 de abril de 2014




há uns dias para cá, pelos caminhos que faço todos os dias, há um momento em que sinto que o dia passa por mim, abraça-me e segue...


quarta-feira, 9 de abril de 2014


da corrida de hoje à noite, para além da manga curta, tive o cheiro a rosas que vinha da "mata da câmara" cada uma das cinco vezes que passei junto ao muro a dar-me animo para mais uma rampa... 




terça-feira, 8 de abril de 2014




e em maré de "prémios", há dias ganhei o livro da Catarina Beato num passatempo, onde partilhei a historia desta (eu!) "princesa" que corre... fiquei muito contente, primeiro porque é um livro e depois porque é de alguém que gosto de acompanhar há muito na blogosfera e à semelhança de tantas outras pessoas identifico-me com os pensamentos e a forma com vê a vida... que tantas vezes me levam a repensar a minha própria bolha e a torná-la mais transparente e (vi)ver melhor toda a envolvente... :)
não será um livro de dietas, nem terá a receita para a felicidade, mas conto encontrar "ingredientes e condimentos" para apaladar a vida!

e já que falei de transparência e de repensar... fica um link para uma e um link para outra


domingo, 6 de abril de 2014




só para começo de aventura... eu não caí :) temi mas a coisa não se deu :)
Saí de casa atrasada e fiz-me à estrada, esperando que não chovesse pois tinha-me esquecido do impermeável com as pressas. Cheguei com tempo para pensar na vida enquanto colocava o dorsal e esperava pelos restantes ... e fomos muitos. No largo do coreto ainda nos detivemos numa pastelaria onde, só à vista, seria um prazer regressar para repor calorias. Depois da partida, escusado será dizer que pensei "para que é que eu me meto nisto" mas a intensidade deste pensamento viria a ser bem mais forte no momento em que tive de dizer, às duas moças que acompanhava, que tinha de parar, pois não estava aguentar com aquelas dores (familiares) que, de vez em quando, me assaltam e esta semana foram todas as vezes que me prepus a correr. Parei e acabei por ficar literalmente em ultimo, o que até nem foi mau pois fiquei na companhia da "bicicleta-vassoura". Tive de caminhar bem mais tempo que o costume pois as dores estavam a custar a passar, houve mesmo aquele momento em que ponderei desistir incrédula com sua intensidade... mas gradualmente foram aliviando e arrisquei recomeçar. Depois foi dar o meu melhor por aí a fora... com calma que ainda faltavam muitos quilómetros e recuperei lugares até à posição em que tinha desistido. Entretanto já se tinha dissipado o medo da chuva e o tempo estava de uma frescura agradável, com um vento daqueles de arejar as ideias e a alma. A mim apeteceu-me prosseguir à velocidade que as pernas me estavam a permitir, fosse mais depressa ou mais devagar, aproveitar que não havia nada de muito técnico e ver como aguentava uma geografia onde era possível ir sempre a correr (para quem consiga, claro! eu tive que caminhar algumas vezes). Ainda houve patinagem em piso enlameado mas nada de traumatizante, apesar das sapatilhas terem ficado novamente numa lastima, elas que estavam tão bonitas de manhã... (cuba com elas!). Reentrei novamente na praça do coreto e atravessei a meta. Disseram-me que estava com um ar muito ligeiro, de quem foi só ali e já veio, mas a verdade é que eu vou num limite que penso ser razoável para me sentir bem e qualquer coisa mais do que aquilo, esqueçam, é tratar mal o que quero preservar, o meu corpo para continuar a embarcar nestas aventuras.
Depois do merecido "banhinho" quente veio o almoço com caldo verde e carne de porco no espeto e o convívio com os amigos de equipa.  Ah! é verdade depois do almoço seguiu-se a entrega dos prémios (e consciente de que havia quem tivesse melhor perna para o ganhar) fui eu que cheguei em 2º lugar na classe feminina e lá fui receber o troféu. 


I Trail Grupo Desportivo de Pontével "Anselmo Rocha" (Trail do "Nelinho")
Classificação: 25º no geral
Tempo: 02:18:51
Dist: 21km

(Em pouco tempo já é o meu segundo prémio num trail... o primeiro pode ser mesmo o melhor, pois com ele posso ganhar todos os dias...)


sexta-feira, 4 de abril de 2014




hoje o dia voltou cinzento, chuvoso, ventoso e frioroso, está que não se aguenta... ou melhor, eu ainda aguento a olhar impávida e serena... talvez porque (no sentido figurado), há um sol que brilha cá dentro...


quinta-feira, 3 de abril de 2014




questo è il momento di pausa per sorseggiare il mio cappuccino intantaneo (mi piace di più dell'altro de macchina ma...) 

ti voglio bene e questo è ciò che conta adesso...
se tivesse comido um croissant talvez me desse para escrever em francês... mas não... 


quarta-feira, 2 de abril de 2014




não será aquele momento em que saí de casa para correr com uns amigos :) e a meio me deram umas dores (já familiares) nunca fáceis de explicar que me fazem abrandar até desaparecerem e depois retomar... mas quando estou acompanhada atrapalha-me sempre as justificações e ver os outros a esperar por mim...   e durante o dia também não houve nenhum momento tcharam. olho agora em volta e sinto-me segura e confortável, não tenho os dias que sonho (ainda!!), mas faço por aproveitá-los da melhor forma, posso dedicar-me a atingir uma meta em particular, há mais mas as outras dependem de mais factores do que apenas de mim. acredito que estão coisas a mudar, para melhor, a fazer-me reflectir e questionar, aceitar que a minha resposta pode já não ser mesma, mudar coisas do lugar enquanto outras vão sendo tranquilamente arquivadas... o melhor do meu dia será sempre o momento em que descubro o melhor de mim perante a vida.


terça-feira, 1 de abril de 2014





esta é unica maneira de ter um chinho com pinta cá em casa sem me preocupar com limpezas e com a liberdade que ele não teria
mas que dá vontade lá isso dá...

chá de alecrim com limão