quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014




chegou a encomenda na volta do correio, da promoção da editora Presença. São 1212 páginas repartidas por três livros. Apesar das escolhas terem sido condicionadas pela oferta, acho que fiz boas opções. Ora vejamos, um diário de viagem para ir até aos Himalaias quer do ponto de vista paisagístico quer espiritualmente, pelas anotações de um homem que no inicio do século passado se inquietava com o rumo do pensamento humano. Gosto da crueza e do genuíno destas abordagens, pouco floreadas de um tempo em que nenhuma informação estava à distância de um click. As outras duas escolhas, mais estratégicas, foram para colmatar falhas na estante de história. "A Inquisição" principalmente curiosa pela abordagem que será feita, depois do bichinho que ficou dumas aulas de teologia onde era leve o julgamento às suas práticas. Por ultimo, "A revolução de 1989" para o dia em que sentir que já dei conta da II Guerra Mundial e posso seguir em frente pelos meandros dos "ismos" até à queda do muro de Berlim... isto, se não for lá antes ver com os meus próprios olhos... isso é que era!!


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014



sai um chá, para me concentrar...

uma pessoa senta-se ao computador para investigar coisas sérias para efeitos de estudo, feliz depois de ter visto dois professores sorrirem com as suas ideias aparentemente "nonsense" e ainda a contribuírem com mais ingredientes e às tantas é distraída com convites de lazer ao quilómetro e a quilómetros...



domingo, 23 de fevereiro de 2014



levantar cedo e cedo erguer, dá saúde e às vezes é para correr... (mas onde é que eu já disse isto?!)






ontem, foi só um aquecimento para o que me esperava hoje, um trail.  Para começar eramos poucos, a maioria da minha equipa amadora (amadora mas teve hoje 3 representantes na maratona de Sevilha) deixando-me probabilisticamente sem muitas duvidas de que chegaria lá para ultimo, e o que é que isso tem? nada, só que para o caso da coisa correr mal, havia poucas probabilidades de aparecer quem me ajudasse! Pouco depois da partida impôs-se a pergunta da praxe: "mas para que é que eu me meto nisto?!", isto porque ainda estaria a pensar que apesar de me ter inscrito para os 25km, estava (feliz) convencida que seriam apenas 23km, contudo antes de iniciar fui informada que seriam 26km, Ok! lá está, "mas para que é que eu me meto nisto?!". Para desanuviar... é verdade... eu gosto de desanuviar ao quilometro. Foi com esta animação que iniciei mais esta aventura por vales, montanhas e... mutcha de lama. Houve oportunidade de passar por cenários paisagísticos muito diferentes e lindos, dos quais lamento não ter registo fotográfico. Davam vontade de ficar ali a contemplar, mas havia que seguir em frente rumo à chegada. Houve um local, onde me senti particularmente bem, parecia estar num bosque encantado, onde poderia escutar o trote do cavalo do mensageiro do rei, ou a qualquer momento, poderiam saltar duendes por detrás das árvores. Em nenhum outro trail desejei tanto os abastecimentos, principalmente o segundo (ao km 16) onde saberia que ia encontrar laranja e pão com marmelada. Chegando lá, mutcha lama depois, ainda comi banana para confortar o estomago e quiçá para ter a certeza de que o tinha, pois da cintura para baixo começava a dar-me a sensação de estar a ficar desgastada... Foi uma constante de subidas e descidas e subidas e mais subidas. Descobri que com a idade há coisas que não mudam, tais como, o meu jeito para a patinagem artística (na lama). Escorregam-me muito os pés, nunca vão para onde eu quero, desequilibro-me muito e esbracejo sem elegância, enfim uma lástima. É o que chega para deixar uma mulher "empenada" mas sublinhe-se que não caí, portanto não sou um caso radicalmente perdido. Entretanto ao longo dos 26km perdemos-nos duas vezes, eu e a aventureira S. que partilhou comigo esta mais-que-meia-maratona, o que faz com que, aos quilómetros anteriormente mencionados, some mais os meeeeetroooos que andámos perdidas. Estava tudo muito bem assinalado, ao que espalhou a cal e as fitas, não dê por mal empregue o tempo e paciência que teve, nós é que estávamos distraídas. O moço da btt em boa hora apareceu para nos perguntar "mas onde é que vocês vão?!" o mesmo não posso dizer quando no final daquela íngreme descida, onde temi pela vida, disse "esta era a parte mais crítica do percurso", devo concordar discordando, pois não me viu a patinar. Para acabar, com algum esforço e força de vontade, daquela fonte inesgotável que mora cá dentro, lá fui metendo os pés um à frente do outro em direcção à meta. Antes de voltar ao alcatrão atravessei o ribeiro de água límpida e fresquinha (que ao inicio me escapei), aproveitando a força da corrente para lavar as sapatilhas, era escusado trazer a lama para casa ou para a banheira que foi onde as descalcei pois por dentro permaneciam "recuerdos" de 3h30 de todo este fantástico e ensolarado trail. "Fantástico" por agora, que já estou aqui há muito tempo sentada a escrever, pois quando me tentar levantar... ai, ai, sou mulher para mudar de opinião durante uns dias...

à S. o meu muito obrigada pelo companheirismo, foi francamente melhor partilhar esta aventura


sábado, 22 de fevereiro de 2014



desde ontem que já vi várias vezes e não me canso...





... pero qué "raros" podemos ser todos nosotros...
qué nos pasa?!... para escolhermos não o ser...

continuo a ver algumas vezes ao dia, já sei as falas de cor, rio e choro como se o visse sempre pela primeira vez,
entretanto apercebi-me que já fui uma "Maria", é incrível como é que há semelhanças tão grandes, apesar de adulta era com aquela inocência/ilusão que acordava todos os dias para a ajudar...




sábado de manhã...
deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e às vezes, é para correr!

hoje de manhã lá alinhei numa corrida, iniciativa de um ginásio e para além de ter sido bom o melhor ainda estava para vir, quando ao chegarmos decidiram improvisar um jogo de equipas de um desporto que não jogo há anos e do qual tenho imensas saudades... (e vai na volta penso em comprar uma bola para mim)... basket... aahh foi tão giro, adorei, viajei no tempo quando fazia equipa sempre com as mesmas colegas de escola e era vitória certa... depois houve zumba... eu não fazia a minima ideia do que era e não fiquei fan.... eu devia estar escondida quando foi distribuída a combinação sincronização-sensualidade pelas mulheres, passou-me ao lado... e vai daí é com mais boa vontade que jeito que me atrapalho toda.

...e é desta, para a próxima que for à loja de desporto venho com uma bola debaixo do braço...


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014




daquelas plantas que nos acostumamos a ver e que duram há tanto ou mais tempo que nós.... como por exemplo a planta "mãe"desta Espada de S. Jorge.


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014



pensar que sim, que muita coisa passou a ser "lixo", é bom, mas imaginá-lo como algo "biodegradável", psicologicamente é muito melhor...

Dias do Avesso de 17 Fev 2014 - RTP Play - RTP


domingo, 16 de fevereiro de 2014



domingo de manhã...
-à tarde venho buscar-te, põe-te bonita... vamos sair!!
- onde vamos?
- hum, não sei...
- vamos ver a cheia!!
- olha boa ideia, também andava a querer ver
(mas para dizer à verdade achava esta minha vontade um pouco estranha pelo que o querer da minha avó embora estranho veio a calhar...) 

domingo de tarde...
- aqui vamos nós...

uns minutos depois...
no jardim das "portas do sol" a ver a cheia... e se eu estava convencida que estaria sozinha neste programa com a minha avó, desenganei-me que até me caiu o queixo, pois bem, o que fazem os scalabitanos numa tarde soalheira de domingo depois de uns belos dias de chuva?! .... vão ver a cheia (os carros faziam fila para chegar ao jardim...)
mas não faz mal, o que eu queria mesmo era que ela se distraísse, e a movimentação ajudou...


sábado, 15 de fevereiro de 2014




- a..... e f.... a v.... d..... ...
- a aletria que pela primeira vez ficou com aquela consistência mesmo "au point"
- encomendar/ganhar três livros nesta promoção da Presença em que paguei no total pouco mais de 6€ por livros que me custariam 60€
- comprar uns chocolates caseiros extraordinários, feitos por uma amiga que merece que o seu trabalho seja partilhado (amanhã já mostro)
- ir ver a segunda sessão de uma peça de teatro para crianças baseada no livro "200 amigos (ou mais) para 1 vaca" (Editor: Livros Horizonte) e logo no inicio ficar de lágrimas nos olhos, muito embora a peça fosse para rir. Tudo por causa de reconhecer a excelência do espaço cênico, do profissionalismo dos manipuladores das marionetas, não pude deixar de me emocionar porque são amigos e tiveram tão bem. O que eu gostei daquelas personagens, no final depois de muitos meninos terem cumprimentado os "protagonistas" também eu fui dar um xi-coração à "Maria" ("Manel" para a próxima não me escapas) que vezes houve em que me esqueci que não tinham "vida" própria...
- de há pouco ter escutado esta frase "recomeça, se puderes sem angústia e sem pressa, e os passos que deres desse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, e enquanto não o alcançares não descanses, e de nenhum fruto queiras só metade"
aqui (também gosto muito de escutar este par)
- da blogosfera ter recebido um convite para continuar a seguir um blogue numa morada nova. Obrigada!


penso, que por hoje não é tudo, porque ainda vou ali à minha corrida de estimação e já se sabe que isto é sempre coisa para me deixar de bem com o meu dia ;)





sábado de manhã...



enquanto tomava o pequeno almoço, resolvi fazer aletria (dar algum destino a uma porção das duas embalagens e meia armazenadas, se não parece que as colecciono)!


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014




e quando nos enamoramos de um texto à primeira vista... acontece-me muito e é coisa para me deixar (ser) feliz...


«Namora uma rapariga que lê. Namora uma rapariga que gaste o dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela tem problemas de arrumação porque tem demasiados livros. Namora uma rapariga que tenha uma lista de livros que quer ler, que tenha um cartão da biblioteca desde os doze anos.

Encontra uma rapariga que lê. Vais saber que é ela, porque anda sempre com um livro por ler na mala. É aquela que percorre amorosamente as estantes da livraria, aquela que dá um grito imperceptível ao encontrar o livro que queria. Vês aquela miúda com ar estranho, cheirando as páginas de um livro velho, numa loja de livros em segunda mão? É a leitora. Nunca resistem a cheirar as páginas, especialmente quando ficam amarelas.

Ela é a rapariga que lê enquanto espera no café ao fundo da rua. Se espreitares a chávena, vês que a espuma do leite ainda paira à superfície, porque ela já está absorta. Perdida num mundo feito pelo autor. Senta-te. Ela pode ver-te de relance, porque a maior parte das raparigas que lêem não gostam de ser interrompidas. Pergunta-lhe se está a gostar do livro.

Oferece-lhe outra chávena de café com leite.

Diz-lhe o que realmente pensas do Murakami. Descobre se ela foi além do primeiro capítulo daIrmandade. Entende que, se ela disser ter percebido o Ulisses de James Joyce, é só para soar inteligente. Pergunta-lhe se gosta da Alice ou se gostaria de ser a Alice.

É fácil namorar com uma rapariga que lê. Oferece-lhe livros no dia de anos, no Natal e em datas de aniversários. Oferece-lhe palavras como presente, em poemas, em canções. Oferece-lhe Neruda, Pound, Sexton, cummings. Deixa-a saber que tu percebes que as palavras são amor. Percebe que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade – mas, caramba, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco com o seu livro favorito. Se ela conseguir, a culpa não será tua.

Ela tem de arriscar, de alguma maneira.

Mente-lhe. Se ela compreender a sintaxe, vai perceber a tua necessidade de mentir. Atrás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. Nunca será o fim do mundo.

Desilude-a. Porque uma rapariga que lê compreende que falhar conduz sempre ao clímax. Porque essas raparigas sabem que todas as coisas chegam ao fim. Que podes sempre escrever uma sequela. Que podes começar outra vez e outra vez e continuar a ser o herói. Que na vida é suposto existir um vilão ou dois.

Porquê assustares-te com tudo o que não és? As raparigas que lêem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Excepto na saga Crepúsculo.

Se encontrares uma rapariga que leia, mantém-na perto de ti. Quando a vires acordada às duas da manhã, a chorar e a apertar um livro contra o peito, faz-lhe uma chávena de chá e abraça-a. Podes perdê-la por um par de horas, mas ela volta para ti. Falará como se as personagens do livro fossem reais, porque são mesmo, durante algum tempo.

Vais declarar-te num balão de ar quente. Ou durante um concerto de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Pelo Skype.

Vais sorrir tanto que te perguntarás por que é que o teu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Juntos, vão escrever a história das vossas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos ainda mais estranhos. Ela vai apresentar os vossos filhos ao Gato do Chapéu e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos da vossa velhice e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto tu sacodes a neve das tuas botas.

Namora uma rapariga que lê, porque tu mereces. Mereces uma rapariga que te pode dar a vida mais colorida que consegues imaginar. Se só lhe podes oferecer monotonia, horas requentadas e propostas mal cozinhadas, estás melhor sozinho. Mas se queres o mundo e os mundos que estão para além do mundo, então, namora uma rapariga que lê.

Ou, melhor ainda, namora uma rapariga que escreve.»

(Texto de Rosemarie Urquico. retirado daqui: Tradução "não oficial" de Carla Maia de Almeida.


domingo, 9 de fevereiro de 2014



pronto, já cosi botões a umas calças





para lhes colocar os suspensórios do avô Toino!


sábado, 8 de fevereiro de 2014



sábado de manhã...


1. tranquilamente enquanto escuto as rolas... adoro!
2. antes de sair de casa... não vá eu esquecer-me de alguma coisa...


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014





sim, inspirada nas muitas imagens que proliferam na blogosfera, dei asas à imaginação e confeccionei com mais mimo, do que, vamos-a-despachar-sujando-o-menos-possível, uma daquelas que refeições que já sei serem once in a life time, porque a imaginação nunca se quer repetir e nisto da culinária, o que eu gosto de inventar a pensar no meu bon appetit...


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014




cá dentro o único vento é o do termo-ventilador
o chá diz que sabe a andalusia (ctitrus & orange blossom), e a mim sabe-me muito bem


In My Arms by Jon Foreman on Grooveshark


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014



da pausa para almoço,
pensei que enquanto uns vão beber um café, eu posso ir ler,
só que deu-me saudades do sabor e vai daí preparei qualquer coisa que se aproximasse, pois eu não preciso de cafeína...



"Ontem pensei por um instante apenas que não conseguia viver mais, que precisava de ajuda. tinha perdido  sentido da vida e o sentido do sofrimento, tinha a sensação de «sucumbir» sob um enorme peso, mas também aqui resisti a algo, pelo que de repente se tornou possível continuar, mais forte do que antes. Tentei encarar o «Sofrimento» da Humanidade de perto, tentei explicá-lo honestamente para mim mesma, ou melhor: algo em mim explicou-mo, apareceram respostas a muitas perguntas desesperadas, o grande absurdo deu lugar a um pouco mais de ordem e coerência e eu consegui continuar. Foi novamente uma luta breve, mas intensa, donde saí um bocadinho mais madura." in Etty Hillesum - Diário 1941-1943... este livro assusta-me cada vez que resolvo abrir numa página ao acaso


sábado, 1 de fevereiro de 2014




Há momentos particularmente difíceis, em que nada nem ninguém parece querer ajudar, em que nem sei ao certo o que me tem trazido até aqui... Do sentido das coisas, sobra o que às vezes o tira…  sou vencida pelo cansaço de tanta duvida e revolta e depois, algum tempo depois regresso à “normalidade”.

Ao rever umas fotografias passei por esta, onde originalmente ocupo todo o espaço e reparei pela primeira vez na expressão da minha mãe… expressão de um estado de alma… como me agradou observá-la assim…. O tempo parou, queria ir ali, sentar-me com ela, costas com costas e sentir a paz e tranquilidade da sua presença, em vez disso, lá fui em queda livre de saudades de tudo, do rosto, da pele, do cabelo, do cheiro, do riso, da inteligência, da conversa, do exemplo, da amiga, … da mãe, da minha mãe que ela era… Linda…