domingo, 18 de fevereiro de 2007



Pinto num tom abaixo, o mesmo tom que sai do som da minha harmónica... notas de pensamentos que o tempo grava.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Que peso é este que eu carrego?


Mineiro
Começaste a falar para todos. Ao fim de um tempo, esse crivo do interesse, não havia ninguém entre nós e aproximei-me de ti. Quis, ver mais do que o teu rosto ou a tua expressão, ouvir mais do que a tua voz. Quis ser a primeira a interceptar as tuas palavras intactas. Descrevias esse mundo, que é teu, hoje transformado em atracção turística. Por entre a escuridão e o pó da pirite, transportaste-me pelos diversos pisos, chegamos aos 400 metros de profundidade com uma temperatura superior a 40ºC e onde a ventilação era uma coisa do futuro. Em poucos segundos estive lá 58 horas, mas quando vi no teu rosto, a expressão do homem que não quer chorar com vontade de fazê-lo, apercebi-me que nunca tinha saído da superfície da terra…
Só aí compreendi porque iniciaste afirmando: “Na escuridão, perdemos a noção da profundidade.”

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

o preto absorve todas as cores…
o branco reflecte todas as cores…
o que realmente importa (para mim), é que visíveis ou não, as cores são verdadeiras…
…as cores mostram aquilo que estamos capazes de ver...





















Sinceridade
Às vezes, a sinceridade chega onde e como não a espero.
Onde?... onde vivo a ver a vida.
Como?... frágil e efémera.
E se, quando ela chega pergunta: “Desculpe, posso sentar-me?”
Respondo: “Podes,… se for para ficares”
Senta-te então a meu lado. Vejamos juntas o mundo deste coração em que me sento. Em que me sinto. Em que me escondo e recolho nos momentos de fuga. Fujo para aqui quando o real se aproxima ou me toca.
És frágil... e juntas, fico mais frágil, mas sincera, e isso é tudo o que preciso para ser forte. Forte, como a mão, que nesse truque de magia a tua efemeridade converte em beleza.

sábado, 10 de fevereiro de 2007